O lucro operacional das operadoras de planos de saúde registrou uma queda de 20,4% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado positivo foi de R$ 3,8 bilhões, ante R$ 4,78 bilhões registrados no primeiro trimestre de 2022. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Lucro total também apresentou redução
Quando consideradas as receitas financeiras, o lucro total das operadoras também diminuiu. O montante chegou a R$ 6,3 bilhões, uma queda de 11,6% em relação aos R$ 7,1 bilhões do primeiro trimestre do ano passado. Apesar da redução, 77,7% das operadoras de planos de saúde mantiveram lucro no período.
Reajuste dos planos e sinistralidade
O reajuste dos planos de saúde ficou abaixo da inflação, o que impactou o resultado operacional. Ao mesmo tempo, a sinistralidade, que mede a relação entre as despesas assistenciais e as receitas de prêmios, aumentou. Esse cenário pressionou as margens das operadoras.
Contribuição das receitas financeiras
Em um contexto de juros elevados, as receitas financeiras tiveram um papel importante para amenizar a queda do lucro total. O ganho com aplicações financeiras ajudou a compensar parcialmente o desempenho operacional negativo.
Perspectivas para o setor
A ANS acompanha de perto a evolução dos indicadores do setor de saúde suplementar. A expectativa é que as operadoras busquem equilibrar suas contas por meio de ajustes nas taxas e maior eficiência na gestão de custos. A tendência de sinistralidade elevada e reajustes contidos deve continuar pressionando os resultados nos próximos trimestres.



