Morre aos 78 anos última americana que vivia em pulmão de aço
Última americana em pulmão de aço morre aos 78

Martha Ann Lillard, a última pessoa nos Estados Unidos a viver em um 'pulmão de aço', faleceu aos 78 anos em Oklahoma, vítima de complicações da Covid longa. Ela dependia do equipamento desde 1953, quando contraiu poliomielite na infância.

Dependência do pulmão de aço desde 1953

Após ser infectada pelo poliovírus, Lillard ficou paralisada e com capacidade pulmonar severamente reduzida, necessitando do ventilador mecânico para sobreviver. O 'pulmão de aço', uma máquina dos anos 1940, funcionava criando pressão negativa para expandir os pulmões, mas estava se deteriorando com o tempo.

Falta de peças e especialistas

Nos últimos anos, a manutenção do equipamento tornou-se um desafio crítico. Não havia mais peças de reposição disponíveis nem técnicos especializados para repará-lo. A deterioração do aparelho agravou a situação de saúde de Lillard, que já enfrentava dificuldades respiratórias.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Segundo relatos de familiares, a máquina apresentava falhas cada vez mais frequentes, e a falta de suporte técnico adequado aumentava o risco de falha total. A situação era insustentável, e Lillard precisava de cuidados intensivos constantes.

Morte por Covid longa

Martha Ann Lillard faleceu em decorrência de complicações da Covid longa, uma condição pós-infecciosa que afeta diversos órgãos e sistemas. A infecção pelo SARS-CoV-2 sobrecarregou ainda mais seu sistema respiratório já debilitado.

Ela era considerada um símbolo da luta contra a poliomielite e uma das últimas testemunhas vivas do período anterior à vacinação em massa nos EUA. Sua morte marca o fim de uma era para os sobreviventes da doença que dependiam de tecnologias obsoletas.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar