A Prefeitura de Jundiaí (SP) colocou três bairros sob monitoramento e investigação epidemiológica após a confirmação da morte de um jovem militar do Exército, de 20 anos, por febre maculosa. A ampliação do cerco sanitário para definir o Local Provável de Infecção (LPI) foi confirmada pelas autoridades de saúde nesta quinta-feira (2).
Militar morreu após treinamento
O militar, aluno do 1º ano do Curso de Formação e Graduação de Sargentos da Escola de Sargentos das Armas (ESA), morreu no sábado (27) após contrair a doença. Ele participou de um treinamento militar em Jundiaí dias antes de ser internado com os sintomas da infecção. A morte foi confirmada pelo Comando do Exército na segunda-feira (29).
O corpo técnico da Vigilância Epidemiológica (VE) e da Vigilância em Saúde Ambiental (VISAM) mapeou uma área de risco que engloba os bairros Terra Nova, Vila Militar e Castanho. A prefeitura ressaltou que, por enquanto, não é possível apontar o ponto exato onde o carrapato-estrela picou o jovem, pois a análise considera todo o perímetro de circulação de mata por onde o grupo passou.
Exército investiga e presta apoio
Em nota, o Comando do Exército lamentou o óbito, informou que instaurou um procedimento interno para mapear as atividades de campo desenvolvidas na região de Jundiaí e garantiu que está prestando suporte psicológico e financeiro aos familiares da vítima. Segundo a instituição, o jovem começou a apresentar febre e dores no dia 17 de junho. Diante do agravamento do quadro, ele foi transferido para o Hospital Militar de Área de São Paulo (HMASP), na capital, onde recebeu tratamento intensivo, mas não resistiu às complicações da doença.
Na terça-feira (30), a prefeitura confirmou a morte associada à febre maculosa. As amostras foram analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL), e a confirmação laboratorial foi comunicada ao município pelo Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) em 26 de junho.
O que é a febre maculosa?
A febre maculosa é uma doença infecciosa grave causada por uma bactéria transmitida pela picada do carrapato-estrela. Ela não é transmitida diretamente de pessoa para pessoa. Os sintomas iniciais surgem de forma abrupta de dois a 14 dias após o contato com o parasita.
Os principais sinais de alerta são: febre alta e calafrios; dor de cabeça intensa; dores musculares constantes pelo corpo; náuseas, vômitos e diarreia. Como os sintomas se assemelham aos de uma gripe forte ou dengue, médicos alertam que é indispensável avisar na triagem dos hospitais se o paciente esteve em áreas de mata, pastos, praças ou beiras de rios nos dias anteriores.
Recomendações para áreas verdes
Para quem frequenta áreas verdes, as recomendações de segurança incluem: uso de barreiras, como calças e camisas de manga longa claras e botas; repelentes com icaridina; autoexame do corpo a cada duas horas, focando em axilas, virilhas e atrás das orelhas; e manutenção de gramados cortados rentes ao chão para evitar umidade favorável ao parasita.



