O número de internações por dependência de cocaína no Sistema Único de Saúde (SUS) e no sistema privado de saúde registrou aumento expressivo nos últimos anos. De acordo com levantamento da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), as internações no SUS cresceram 19,8% em cinco anos. Já no setor privado, o salto foi de 12.496 internações em 2022 para 22.273 em 2024.
Perfil dos pacientes e fatores do aumento
Os dados indicam que homens e jovens na faixa etária de 18 a 44 anos são os mais afetados pela dependência de cocaína. A SPDM aponta que o preço baixo da droga e sua associação frequente com o álcool são fatores que contribuem para o crescimento das internações. A cocaína, segundo especialistas, torna boa parte dos usuários dependente, agravando o quadro de saúde pública.
O levantamento foi realizado com base em registros de internações por dependência química, considerando o período de 2019 a 2024. A tendência de alta preocupa autoridades de saúde, que buscam ampliar políticas de prevenção e tratamento.
Impacto no sistema de saúde
O aumento das internações reflete não apenas o consumo crescente da droga, mas também a maior procura por tratamento. No SUS, o crescimento de 19,8% representa milhares de novos casos que demandam leitos, equipe especializada e medicamentos. No sistema privado, o número de internações mais que dobrou em dois anos, indicando que o problema atinge diferentes classes sociais.
A SPDM ressalta a necessidade de campanhas educativas e acesso facilitado a serviços de saúde mental para reverter a tendência. A associação também defende a integração entre redes pública e privada para enfrentar a dependência química de forma mais eficaz.



