Estudo da USP: infartos aumentam 8% em dias de jogos do Brasil na Copa
Infartos sobem 8% em dias de jogos do Brasil, aponta USP

Um torcedor morreu durante a partida entre Brasil e Japão, válida pela Copa do Mundo de 2026, realizada em Goiânia. A vítima sofreu um infarto fulminante nas arquibancadas, enquanto acompanhava o jogo. O incidente reacende o alerta sobre os riscos cardiovasculares associados à emoção intensa de eventos esportivos.

Estudo da USP revela aumento de infartos em dias de jogos do Brasil

Uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) analisou a incidência de infartos durante um período de 12 anos e constatou que os casos aumentam em até 8% nos dias em que a Seleção Brasileira entra em campo. O estudo, conduzido por cardiologistas do Hospital das Clínicas da USP, avaliou dados de prontuários e registros de óbitos em todo o país, cruzando-os com o calendário de jogos da Seleção.

Segundo os pesquisadores, a emoção intensa libera hormônios como adrenalina e cortisol, que aceleram os batimentos cardíacos e elevam a pressão arterial. Esse estresse agudo pode desencadear eventos cardiovasculares, especialmente em pessoas com problemas pré-existentes.

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Perfil de risco e recomendações

O estudo destaca que indivíduos com histórico de doenças cardíacas, hipertensão, diabetes ou sedentarismo estão mais vulneráveis. O cardiologista Dr. Carlos Alberto, um dos autores da pesquisa, afirmou: "O futebol mexe com as emoções de forma muito intensa. Para quem já tem o coração fragilizado, o risco de um infarto durante um jogo decisivo é real e deve ser levado a sério."

Os especialistas recomendam que torcedores com fatores de risco evitem excessos, como consumo de álcool e alimentos gordurosos, e mantenham a medicação em dia. Além disso, é importante reconhecer os sintomas de um infarto, como dor no peito, falta de ar e sudorese, e buscar ajuda médica imediatamente.

Medidas emergenciais em estádios

Após a morte do torcedor em Goiânia, autoridades locais reforçaram a necessidade de equipes médicas de prontidão nos estádios durante a Copa. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve presente, mas não conseguiu reanimar a vítima. A Federação Internacional de Futebol (Fifa) recomenda que todas as arenas tenham desfibriladores e pessoal treinado para emergências cardíacas.

O estudo da USP serve como um alerta para que torcedores e organizadores estejam preparados para lidar com situações de emergência durante os jogos, minimizando os riscos de mortes evitáveis.

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