Estrutura e capacidade do novo hospital
O Hospital Estadual Dom Diógenes Silva Matthes, em Franca (SP), inaugurado no início de maio, é uma das estruturas mais importantes da saúde na região de Ribeirão Preto. Com 225 leitos, 1,2 mil funcionários e capacidade para 1,5 mil consultas mensais, o centro oferece serviços de urgência, emergência, atendimentos ambulatoriais em diversas especialidades e exames de alta precisão voltados à oncologia, como biópsias de lesão de pele, próstata e tireoide. Segundo Valdair Muglia, diretor executivo da Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Assistência (Faepa), responsável pela gestão, o hospital é um equipamento de ponta terciário, no topo da pirâmide hierárquica de saúde, que impactará também a baixa e média complexidade.
Leitos psiquiátricos e alívio na rede
O hospital contará com 20 leitos de internação em psiquiatria para casos agudos, incluindo psiquiatria infanto-juvenil. “É para pessoas que têm alguns transtornos que, esporadicamente, em um período de agudização, exigem uma internação. Não é a internação de longa duração”, explica Muglia. A expectativa é aliviar a sobrecarga da Santa Casa de Franca, principal referência de alta complexidade para os 22 municípios do Departamento Regional de Saúde (DRS-8). O novo hospital deve reduzir encaminhamentos para outras cidades, beneficiando também unidades como a Santa Casa de Ituverava (SP).
Impacto nas urgências e emergências
Embora não cite locais específicos, Muglia acredita que o Hospital Estadual melhorará o fluxo de regulação a partir de unidades de pronto atendimento, oferecendo vagas para internação de alta complexidade. O centro receberá pacientes por triagem e estará apto a atender urgências e emergências solicitadas pela rede. “Muitas vezes, em uma UPA, situações que exigem hospital de alta complexidade retêm o paciente e subtraem o atendimento de outros”, argumenta.
Implantação por etapas
O hospital iniciará atividades gradualmente, com abertura de 20 leitos por semana. Em maio, começam consultas ambulatoriais, clínica médica, ecocardiografia, ultrassonografia e radiografia. Em junho, atendimentos de enfermaria e exames cardiológicos como Holter e MAPA. Em julho, centro cirúrgico, tomografia, endoscopia digestiva alta, eletroencefalograma, colonoscopia, exames de otorrino (audiometria e BERA) e procedimentos como biópsias de pele, próstata e tireoide. Até o fim do ano, o hospital deve atingir capacidade plena de 225 leitos.



