Rodgers Oloo Magutha, de 28 anos, conhecido como o Homem-Pássaro de Nairóbi, viralizou nas redes sociais ao transformar sua casa em um refúgio para aves feridas. Ex-morador de rua, ele agora trabalha como coletor de lixo plástico em um aterro sanitário em Kayole, bairro de baixa renda nos arredores da capital queniana. Em vídeos e fotos, Magutha aparece carregando um milhafre-preto na cabeça enquanto outros pássaros selvagens voam ao seu redor.
Prática de resgate gera controvérsia
Magutha afirma que acolhe as aves para protegê-las até que possam voltar à natureza. "Eu os resgato quando estão feridos e cuido deles até que estejam prontos para voar novamente", disse em entrevista. No entanto, especialistas em saúde pública alertam para os riscos de transmissão de doenças zoonóticas, como gripe aviária e outras infecções que podem ser transmitidas de aves para humanos.
Autoridades de saúde em alerta
Autoridades sanitárias do Quênia manifestaram preocupação com a convivência próxima entre Magutha e as aves. "O contato direto com aves selvagens sem medidas de biossegurança adequadas representa um risco significativo para a saúde pública", afirmou um porta-voz do Ministério da Saúde. A situação é agravada pelo fato de Magutha viver em uma área de baixa renda, com acesso limitado a serviços de saúde.
Defesa da missão pessoal
Apesar das críticas, Magutha defende sua missão. "Os animais são livres para partir quando estiverem prontos. Não os mantenho presos contra a vontade deles", explicou. Ele rejeita as advertências das autoridades, afirmando que seu trabalho é motivado pela compaixão e pelo desejo de proteger a vida selvagem. A história do Homem-Pássaro de Nairóbi continua a gerar debates entre defensores dos animais e especialistas em saúde.



