Um homem natural de Uganda, país africano que enfrenta surtos de ebola em algumas regiões, está sendo monitorado pelas autoridades de saúde do Rio de Janeiro após apresentar sintomas virais como tosse, calafrios e diarreia. O paciente foi transferido para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), referência nacional para o atendimento de casos suspeitos da doença.
Protocolo de segurança acionado
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ), o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) foi acionado neste sábado após a identificação do caso. Em razão do histórico de viagem e dos sintomas apresentados, o protocolo de segurança para suspeitas de ebola foi imediatamente adotado.
A Fiocruz informou que recebeu o paciente no fim da tarde deste sábado. O atendimento foi articulado em conjunto com a SES-RJ e o Cievs. Como Uganda possui regiões com surto confirmado de ebola, o paciente foi encaminhado para atendimento especializado e isolamento até a conclusão dos exames.
Diagnóstico de malária
Segundo a instituição, o homem recebeu assistência médica compatível com seu quadro clínico e passou por coleta de amostras biológicas para realização dos testes diagnósticos. A Fiocruz atua como unidade de referência do Ministério da Saúde para atendimento e investigação de casos suspeitos de ebola no país.
Na noite deste sábado, a Fiocruz informou à Secretaria de Saúde que o paciente testou positivo para malária. Apesar do diagnóstico, ele permanecerá em isolamento até a conclusão dos exames que irão descartar ou confirmar a infecção pelo vírus ebola, seguindo os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
Rastreamento de contatos
Paralelamente, equipes da Vigilância Epidemiológica do estado e do município do Rio realizam o rastreamento de pessoas que tiveram contato com o paciente. Os chamados contactantes estão sendo orientados a comunicar imediatamente às autoridades de saúde caso apresentem sintomas como febre alta de início súbito, dor de cabeça intensa, dores musculares ou dores nas articulações.
Segundo a SES-RJ, o monitoramento de doenças com potencial para provocar emergências em saúde pública faz parte da rotina do Centro de Inteligência em Saúde do Estado do Rio de Janeiro (CIS-RJ). O trabalho inclui o acompanhamento de enfermidades já conhecidas no estado, como a dengue, além de doenças raras ou sem registro de circulação no país, como o ebola.
A secretaria destacou que os protocolos têm como objetivo identificar rapidamente possíveis ameaças sanitárias e adotar medidas para evitar a disseminação de doenças e reduzir riscos à população.



