Gestão Agir adota padrão global de saúde digital no SUS
Gestão Agir adota padrão global de saúde digital no SUS

Iniciativa pioneira no SUS

A Gestão Agir, organização social de saúde que administra unidades em vários estados, anunciou a adoção de um padrão global de saúde digital no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida visa unificar prontuários eletrônicos e facilitar o intercâmbio de informações entre diferentes serviços de saúde, seguindo normas internacionais como FHIR (Fast Healthcare Interoperability Resources) e SNOMED CT.

Benefícios para pacientes e profissionais

Com a padronização, pacientes atendidos em unidades geridas pela Gestão Agir terão seus dados clínicos disponíveis de forma integrada, independentemente da localidade. Isso reduz a repetição de exames e agiliza diagnósticos. De acordo com a organização, a iniciativa já está em funcionamento em 15 unidades de saúde, beneficiando cerca de 2 milhões de pacientes.

Segundo o diretor de Tecnologia da Gestão Agir, Carlos Mendes, “a interoperabilidade é um passo fundamental para a transformação digital do SUS. Com este padrão, garantimos que o histórico do paciente esteja acessível em qualquer ponto da rede, com segurança e privacidade”.

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Alinhamento com estratégias nacionais

A ação está alinhada à Estratégia de Saúde Digital do Ministério da Saúde, que prevê a adoção de padrões abertos para interoperabilidade. A Gestão Agir é a primeira organização social a implementar o padrão FHIR em larga escala no SUS, servindo de modelo para outras entidades.

Além disso, a iniciativa conta com o apoio da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS), que certificou o sistema utilizado. A expectativa é que, até o final de 2027, todas as unidades da Gestão Agir estejam integradas, totalizando mais de 50 hospitais e clínicas.

Impacto na gestão de dados

A padronização também permite a coleta de dados estruturados para pesquisa e gestão em saúde. A organização estima que a economia gerada pela redução de exames duplicados e otimização de processos chegue a R$ 10 milhões anuais. A iniciativa foi apresentada no Congresso Internacional de Saúde Digital, em São Paulo, como caso de sucesso.

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