Furinhos no queijo branco: sinal de qualidade ou contaminação?
Furinhos no queijo: qualidade ou contaminação?

Os famosos furinhos presentes em queijos como emmental e gouda são, na maioria das vezes, um sinal de qualidade e resultado do processo de fermentação. No entanto, quando aparecem em queijos brancos, como o minas frescal ou a ricota, a situação pode ser diferente: eles podem indicar contaminação microbiológica.

O que dizem os especialistas

Segundo o patologista André Mario Doi, os furinhos são esperados e desejáveis em queijos como o emmental, pois são formados pela ação de bactérias específicas que produzem gás carbônico durante a maturação. “Em queijos que não passam por esse processo, como os queijos brancos frescos, a presença de furinhos pode ser um sinal de alerta”, explica Doi.

O especialista ressalta que, em queijos brancos, os furinhos podem ser causados por microrganismos indesejados, como coliformes fecais ou bactérias do gênero Clostridium. Esses microrganismos podem proliferar quando há falhas na higiene durante a produção ou no armazenamento inadequado.

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Quando desconfiar?

Nem todo furinho em queijo branco significa contaminação. É importante observar características como a quantidade, o tamanho e a presença de outros sinais. “Se os furinhos são numerosos, grandes ou acompanhados de alterações na cor, textura ou odor, a suspeita deve aumentar”, alerta Doi. Em caso de dúvida, o recomendado é não consumir o produto e entrar em contato com o fabricante.

A produção de queijos no Brasil é fiscalizada por órgãos como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que estabelece normas sanitárias para garantir a segurança alimentar. A Associação dos Produtores de Queijo Canastra (Aprocan) também reforça a importância do controle de qualidade na fabricação.

O que fazer em caso de suspeita

Se o consumidor identificar furinhos suspeitos em um queijo branco, a orientação é evitar o consumo e, se possível, armazenar o produto para análise. “O ideal é contatar o serviço de atendimento ao consumidor da marca e, se houver sintomas de intoxicação alimentar, procurar atendimento médico”, conclui Doi.

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