Uma apresentação de estudantes de medicina durante uma festa de formatura em Manaus viralizou nas redes sociais, acumulando mais de 500 mil visualizações. O vídeo mostra o grupo encenando uma parada cardiorrespiratória (PCR) em uma coreografia inspirada nas técnicas de ressuscitação cardiopulmonar (RCP), procedimento utilizado em emergências.
Origem da ideia
O formando Ian Gomes contou ao g1 que a ideia surgiu durante os preparativos da dança da turma. Para montar a coreografia, os estudantes contaram com o apoio do coreógrafo Brunno Athayde, que já trabalhou em apresentações do Boi Caprichoso. “A gente pensou em fazer algo divertido e que tivesse relação com a nossa formação. Como a RCP é um procedimento que todos aprendem durante a graduação, surgiu a ideia de simular uma parada cardiorrespiratória”, disse Ian.
Detalhes da apresentação
A apresentação incluiu efeitos sonoros de ambulância e uma dramatização do atendimento. Segundo Ian, a intenção era apenas divertir, sem reproduzir fielmente uma situação real. Os ensaios duraram uma semana, com seis encontros para aprender a coreografia. “Sem a ajuda do Brunno, não teria sido tão marcante como foi. Nós somos médicos, não dançarinos. Erramos vários passos durante os ensaios, mas o principal objetivo era se divertir”, disse.
A festa marcou o fim de seis anos de curso, que exige dedicação dos estudantes e de suas famílias. No início dos ensaios, o coreógrafo perguntou ao grupo qual era o objetivo da apresentação. “Quando ele perguntou o que a gente queria, respondemos que queríamos nos divertir muito. E foi exatamente o que aconteceu”, afirmou Ian.
Repercussão nas redes
O alcance do vídeo surpreendeu os formandos. Ian destacou que ninguém esperava tanta repercussão. “A rede social é uma coisa louca. A gente posta achando que ninguém vai ver e, quando percebe, já tem centenas de milhares de visualizações”, disse. A apresentação gerou debates: muitos elogiaram a criatividade, mas houve críticas à performance e até à formação dos estudantes.
Apesar das opiniões divergentes, Ian afirmou que o grupo leva os comentários com bom humor. “Tem gente que achou muito legal e disse que quer fazer algo parecido. Outros criticam ou dizem que somos maus médicos por termos nos formado em faculdade privada. Mas isso não define a qualidade de um profissional. O que faz diferença é dedicação e amor pelo que se faz”, disse.
Após a formatura, os colegas seguiram caminhos diferentes: alguns entraram na residência médica, outros já trabalham em cidades do interior. “No fim, a gente acaba rindo dos comentários. O mais importante é que todos estão seguindo suas carreiras e trabalhando para oferecer o melhor atendimento possível aos pacientes”, concluiu Ian.



