Etarismo na saúde: preconceito contra idosos em consultórios
Etarismo na saúde: preconceito contra idosos em consultórios

Os idosos representam quase 15% da população brasileira, mas ainda enfrentam preconceito, inclusive no ambiente da saúde. O etarismo, ou discriminação por idade, manifesta-se em estereótipos, preconceitos e ações discriminatórias, conforme define a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A médica e presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Ivete Berkenbrock, alerta que o etarismo aumenta a cada ano de envelhecimento e tem consequências psicológicas. "O preconceito afeta a saúde mental da pessoa, porque ela tende a ficar em isolamento, não se sente confortável no ambiente onde é rejeitada por ter mais de 60 anos. Isso pode levar à depressão", afirma.

Além do impacto mental, a discriminação afeta o cotidiano dos idosos. Atividades de lazer e locais para prática de atividade física, por exemplo, carecem de acessibilidade. Para a especialista, promover acesso apenas à saúde reduz os idosos às doenças, negligenciando seus prazeres.

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Apesar dos desafios, o aumento da longevidade é celebrado como uma conquista. "O aumento da longevidade é a maior conquista coletiva da humanidade nos últimos tempos. Isso é um privilégio e mostra o quanto já fomos capazes de vencer doenças", destaca Ivete. Segundo o IBGE, a expectativa de vida no Brasil era de 76,6 anos em 2019.

A modelo Rosa Saito, de 71 anos, exemplifica uma visão positiva do envelhecimento. "Enquanto tiver alegria de viver, não tem essa de 'ai eu estou com x idade'. A idade está na sua cabeça", afirma. Ela ressalta a importância de combater o etarismo e valorizar a experiência dos mais velhos.

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