Um estudo brasileiro com mais de 8 mil idosos revelou que o hábito de adicionar sal à comida à mesa é mais comum do que se imagina, especialmente entre os homens. A pesquisa, publicada na revista Frontiers in Public Health, analisou dados de idosos de diversas regiões do Brasil e identificou padrões distintos entre gêneros.
Homens adicionam mais sal
Os resultados indicam que os homens tendem a adicionar sal à refeição com maior frequência do que as mulheres. Esse comportamento, muitas vezes automático, pode contribuir para um consumo total de sódio acima do recomendado, aumentando riscos de hipertensão e doenças cardiovasculares.
Comportamento feminino ligado a dieta e ultraprocessados
Entre as mulheres, a adição de sal está mais relacionada a fatores como dieta restritiva, estilo de vida e consumo de alimentos ultraprocessados. Isso sugere que, para elas, o hábito não é apenas um costume, mas uma consequência de escolhas alimentares mais amplas.
O estudo destaca que a adição de sal à mesa representa entre 6% e 20% do consumo total de sódio. Compreender esses hábitos é essencial para desenvolver estratégias de prevenção de problemas de saúde associados ao excesso de sal, como hipertensão, doenças renais e acidentes vasculares cerebrais.
Implicações para a saúde pública
Os pesquisadores enfatizam que a redução do consumo de sal deve ser abordada de forma personalizada, considerando as diferenças de gênero e os contextos alimentares. Campanhas de conscientização podem se beneficiar desses achados para direcionar mensagens específicas para homens e mulheres.
O estudo contou com a participação de mais de 8 mil idosos, com idades entre 60 e 90 anos, de diferentes estados brasileiros. Os dados foram coletados por meio de questionários detalhados sobre hábitos alimentares e frequência de adição de sal.



