O número de pacientes com dores no pescoço e na coluna atendidos na rede de saúde da capital paulista aumentou aproximadamente 52% nos últimos quatro anos. Dados da Secretaria Municipal da Saúde indicam que os casos de dor lombar baixa cresceram quase 55% no mesmo período. O uso contínuo do celular, o sedentarismo e a má postura são apontados como os principais fatores por trás desse aumento.
Atendimentos em centros de referência disparam
As seis unidades dos Centros de Referência da Dor, em São Paulo, que recebem pacientes encaminhados pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) com queixas de dores na cervical, somaram 774.611 atendimentos entre 2021 e maio de 2026. O crescimento expressivo reflete uma mudança nos hábitos da população.
Em entrevista ao SP1, Fábio Soler, médico acupunturista do Centro de Referência da Dor Parque Maria Helena, na zona sul da capital, explicou que é possível notar o aumento desses casos com a maior procura por tratamentos, musculação e pilates. "As pessoas estão buscando mais alternativas para aliviar a dor, mas o ideal é prevenir", afirmou.
Celular adiciona peso sobre a coluna
Mexer no celular com a cabeça baixa pode acrescentar um peso de até 27 kg sobre a coluna. Quando o usuário permanece nessa posição por muito tempo, as dores começam a aparecer e podem causar danos à saúde a longo prazo. O fisioterapeuta Marcelo Lima reforça que a falta de qualidade do sono também influencia no agravamento da dor. "Movimentar o corpo durante o dia com exercícios simples e alongamento pode prevenir o surgimento de dores", destacou.
Recomendações para evitar o problema
Especialistas recomendam pausas regulares durante o uso do celular, manter a tela na altura dos olhos e praticar atividades físicas para fortalecer a musculatura das costas e do pescoço. A Secretaria Municipal da Saúde orienta que pacientes com dores persistentes procurem uma UBS para avaliação e, se necessário, encaminhamento aos centros de referência.



