Datafolha: maioria das mulheres desconfia da polícia e Justiça em casos de violência de gênero
Datafolha: mulheres desconfiam da polícia e Justiça

Uma pesquisa do Datafolha divulgada recentemente aponta que a maioria das mulheres brasileiras confia pouco ou não confia na polícia e na Justiça em casos de violência de gênero. O levantamento, realizado com 2.004 pessoas em todo o país, mostra que apenas 17% das entrevistadas confiam na Justiça e 19% confiam na polícia para lidar com esse tipo de crime.

Percepção de aumento da violência

O estudo também revela uma percepção quase unânime de que a violência contra a mulher aumentou no Brasil: 89% das participantes afirmam que os casos de agressão e feminicídio cresceram nos últimos anos. Esse dado reflete uma preocupação generalizada com a segurança feminina.

Falta de confiança nas instituições

Para a diretora do Movimento Mulher 360, Margareth Goldenberg, o medo e a desconfiança nas instituições são fatores que dificultam a denúncia. “Muitas mulheres deixam de procurar ajuda por não acreditarem que serão acolhidas ou que os agressores serão punidos”, explica. A pesquisa indica que a sensação de impunidade contribui para o subnotificação dos casos.

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  • Confiança na Justiça: apenas 17% das mulheres confiam no sistema judiciário.
  • Confiança na polícia: somente 19% acreditam que a polícia atua de forma eficaz.
  • Percepção de aumento: 89% notam crescimento da violência de gênero.

Impacto na denúncia

A pesquisa ainda mostra que a falta de confiança impacta diretamente a disposição das vítimas em registrar queixas. Entre as mulheres que sofreram violência, muitas optam por não denunciar por medo de retaliação ou por acreditarem que o sistema não funcionará. Especialistas defendem a necessidade de políticas públicas que fortaleçam o acolhimento e a proteção das vítimas.

O Datafolha entrevistou mulheres de diferentes regiões e classes sociais, garantindo representatividade nacional. Os resultados reforçam a urgência de reformas institucionais para combater a violência de gênero no Brasil.

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