A cefaleia infantil é uma condição real e mais comum do que se imagina, afetando de 6% a 30% das crianças em idade escolar. Apesar disso, muitas famílias ainda subestimam as queixas dos pequenos, atribuindo a dor a fatores como cansaço ou falta de vontade de fazer algo. No entanto, especialistas alertam que é preciso levar a sério os sintomas e buscar formas seguras de alívio.
Principais tipos de dor de cabeça na infância
De acordo com o pediatra Daniel Becker, colunista do portal, os tipos mais frequentes são a cefaleia tensional e a enxaqueca. A cefaleia tensional geralmente se apresenta como uma pressão leve a moderada em ambos os lados da cabeça, enquanto a enxaqueca costuma ser pulsátil, unilateral e pode vir acompanhada de náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som.
“Crianças também sentem dor de cabeça, e é importante que os pais valorizem esse sintoma”, afirma Becker. Ele ressalta que a automedicação deve ser evitada, pois muitos analgésicos comuns não são indicados para crianças e podem mascarar doenças mais graves.
O que fazer durante uma crise
Antes de recorrer a medicamentos, técnicas simples de relaxamento podem ser muito eficazes. “Respiração lenta, ambiente escuro e silencioso durante a crise e massagens ajudam muito”, orienta o pediatra. Além disso, ajustes na rotina diária são fundamentais para prevenir novos episódios.
Entre as medidas preventivas, destacam-se: melhorar a qualidade do sono, reduzir o tempo de exposição a telas (celular, tablet, televisão), incentivar a prática de atividades físicas e garantir uma alimentação equilibrada. A desidratação e o jejum prolongado também são gatilhos comuns, por isso é importante que a criança beba água regularmente e não pule refeições.
Quando procurar um pediatra
Se as dores de cabeça forem frequentes, intensas ou acompanhadas de outros sintomas como febre, rigidez no pescoço, alterações na visão ou vômitos repetidos, é essencial consultar um pediatra. “Em casos graves ou persistentes, consultar um pediatra é essencial para evitar automedicação e diagnosticar corretamente”, reforça Becker.
O diagnóstico precoce pode identificar condições subjacentes, como problemas de visão, sinusite, bruxismo ou até mesmo tumores, embora esses sejam raros. O tratamento adequado, quando necessário, pode incluir medicamentos específicos para a idade, sempre sob prescrição médica.
A cefaleia infantil não deve ser ignorada. Com informação e cuidado, é possível aliviar o desconforto das crianças e garantir que elas tenham uma infância mais saudável e feliz.



