Cirurgia de amígdalas e adenoide em crianças: o que os pais precisam saber
Cirurgia de amígdalas e adenoide em crianças: guia para pais

O caso das filhas da influenciadora Virginia Fonseca, que passaram por cirurgia de amígdalas e adenoide, chamou a atenção para um procedimento comum na infância. Especialistas ouvidos pelo Notícias do Brasil explicam os sinais que merecem atenção dos pais e quando a operação é realmente necessária.

O que são amígdalas e adenoide?

As amígdalas são estruturas de tecido linfático localizadas na parte de trás da garganta, enquanto a adenoide fica atrás do nariz, no alto da faringe. Ambas fazem parte do sistema imunológico e ajudam a combater infecções, mas podem aumentar de tamanho e causar problemas respiratórios e de saúde em algumas crianças.

O aumento dessas estruturas é comum na infância, mas quando causa sintomas como ronco frequente, respiração pela boca, pausas respiratórias durante o sono (apneia), infecções de repetição ou dificuldade de alimentação, a cirurgia pode ser indicada.

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Sinais que merecem atenção

Segundo a otorrinolaringologista Dra. Maria Helena Sampaio, do Hospital Infantil de São Paulo, “os pais devem ficar atentos se a criança ronca quase todas as noites, respira de boca aberta durante o dia, tem dificuldade para engolir ou acorda cansada”. Ela explica que esses sintomas podem indicar obstrução das vias aéreas superiores.

Outros sinais incluem infecções de garganta recorrentes (mais de sete episódios em um ano), otites médias de repetição, perda auditiva, alterações na voz ou no paladar, e até mesmo problemas de crescimento e desenvolvimento.

Quando a cirurgia é recomendada?

A cirurgia de amígdalas (amigdalectomia) e adenoide (adenoidectomia) é indicada quando os sintomas são graves ou persistentes, e não respondem a tratamentos clínicos. O Dr. Ricardo Tavares, cirurgião pediátrico, destaca que “a decisão deve ser individualizada, avaliando-se o impacto na qualidade de vida da criança e os riscos da operação”.

Em geral, a cirurgia é recomendada para crianças acima de 3 anos, mas pode ser feita mais cedo em casos graves, como apneia obstrutiva do sono. O procedimento é realizado sob anestesia geral e dura cerca de 30 a 45 minutos. A recuperação leva de 7 a 14 dias, com dor de garganta e dieta pastosa.

O caso Virginia Fonseca

Virginia Fonseca, que tem mais de 40 milhões de seguidores nas redes sociais, compartilhou nas redes sociais a experiência das filhas Maria Alice e Maria Flor, que passaram pela cirurgia recentemente. Ela relatou que as meninas tinham ronco intenso e respiravam pela boca, e que após a operação melhoraram significativamente a qualidade do sono e a disposição.

O relato gerou grande repercussão, e muitos pais passaram a buscar mais informações sobre o procedimento. A influenciadora afirmou que “a recuperação foi mais tranquila do que eu imaginava, e hoje elas dormem muito melhor”.

Riscos e cuidados pós-operatórios

Como qualquer cirurgia, a amigdalectomia e adenoidectomia apresentam riscos, como sangramento, infecção e reações à anestesia. O sangramento pode ocorrer nos primeiros dias ou até duas semanas após a cirurgia, exigindo atenção.

Os cuidados pós-operatórios incluem repouso, dieta líquida e pastosa, evitar alimentos quentes e ácidos, e administrar analgésicos conforme prescrição médica. É importante observar sinais de complicações, como febre, sangramento persistente ou dor intensa, e procurar o médico imediatamente.

Quando procurar um especialista?

Se a criança apresenta ronco frequente, respiração pela boca, pausas respiratórias durante o sono, infecções de garganta recorrentes ou dificuldade para engolir, é recomendável consultar um otorrinolaringologista ou pediatra. O diagnóstico é feito por exame clínico e, se necessário, exames como nasofibroscopia.

“O diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem evitar complicações e melhorar a qualidade de vida da criança”, conclui a Dra. Maria Helena. Os pais devem buscar orientação profissional sempre que notarem sinais de alerta, mas sem pânico, pois a cirurgia é segura e eficaz quando indicada.

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