O projeto Cãonexão, da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), passou a integrar a rotina de pacientes em hospitais estaduais com visitas de cães treinados para apoio emocional. A iniciativa busca tornar o ambiente hospitalar mais acolhedor, reduzir a ansiedade e oferecer momentos de afeto durante internações e consultas.
Equipe canina voluntária
Leopoldo, Hunter e Rudá são os cães voluntários que visitam regularmente o Instituto Estadual de Oncologia da Baixada. Rudá, considerado a estrela do grupo, possui até um crachá de identificação. Para Danielle Cristo, idealizadora do Cãonexão, a presença dos animais transforma a experiência de quem enfrenta um tratamento de saúde. "O projeto Cãonexão é de extrema importância dentro dos hospitais porque traz paz e alegria para as pessoas que estão em tratamento ou internadas, em um momento de fragilidade", afirma.
Treinamento e protocolos de segurança
Segundo o diretor-geral do Instituto Estadual de Oncologia da Baixada, Rodrigo Ramos, os cães passam por treinamento específico e seguem rigorosos protocolos de higiene e controle de infecção antes de entrar nas unidades. "É uma atividade totalmente segura para pacientes e profissionais", garante. Além dos cuidados sanitários, o comportamento é um critério essencial na seleção. A adestradora Daniela Liguori explica: "A parte comportamental é muito importante porque eles vão trabalhar com crianças, adultos e idosos. Por isso, precisam ser cães muito calmos."
Expansão do projeto
Criado há menos de um ano, o Cãonexão já passou por outras unidades da rede estadual, como o Centro Estadual de Diagnóstico para o Transtorno do Espectro Autista (Cedtea) e o Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (Iaserj). A iniciativa tem como objetivo expandir as visitas para outros hospitais estaduais.
Benefícios comprovados
Os benefícios da interação entre pacientes e animais são reconhecidos pela medicina. Profissionais de saúde apontam que a presença dos cães ajuda a diminuir a ansiedade, aliviar o estresse e tornar o ambiente hospitalar mais leve. A dona de casa Francine de Souza Oliveira, mãe de uma criança com transtorno do espectro autista (TEA), destaca: "A maioria das crianças com TEA é muito solitária. O meu filho, principalmente, não tem amigos. Ter um animal de estimação, esse carinho e essa troca de afeto ajudam muito."
Ivan de Almeida Oliveira, paciente em tratamento contra câncer de fígado, conta que as visitas dos cães mudam a rotina hospitalar. "Para a gente, que está aqui em tratamento, isso é ótimo. A gente vira criança de novo. Com um bichinho, a gente vira criança." Rodrigo Ramos complementa: "Os pacientes chegam estressados e ansiosos. O Cãonexão quebra a rotina da internação e das consultas ambulatoriais. A gente vê a felicidade no rosto deles. O cachorro é o melhor amigo do ser humano."



