O número de casos confirmados de mpox no Brasil subiu para 140 desde o início de 2026, de acordo com o painel de monitoramento do Ministério da Saúde, atualizado na última quinta-feira (5). O estado de São Paulo lidera com 86 confirmações, representando 66% do total. Em seguida, aparecem Rio de Janeiro (19), Rondônia (10), Minas Gerais (7), Rio Grande do Norte (3), Rio Grande do Sul (3) e Paraná (2). Sergipe, Santa Catarina, Paraíba, Goiás, Ceará e Distrito Federal têm um caso cada.
O número de casos mais que dobrou entre a segunda quinzena de fevereiro e a última quinta-feira. Além das confirmações, há 570 casos sob investigação e 7 classificados como prováveis. O país ainda não registrou óbitos pela doença em 2026. Em 2025, foram contabilizados 1.079 casos e dois óbitos.
Segundo o Ministério da Saúde, o cenário atual não indica uma situação de crise, e o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para diagnóstico, tratamento e monitoramento, com investigação epidemiológica e rastreamento de contatos. A mpox, causada pelo vírus Mpox (anteriormente conhecido como varíola dos macacos), provoca febre, dor de cabeça, dor no corpo, cansaço e aumento dos linfonodos. Na fase eruptiva, surgem lesões na pele que podem ocorrer na face, região genital, perianal, palmas das mãos e dos pés e mucosa.
A principal forma de transmissão é entre humanos, por contato próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e objetos contaminados. A transmissão sexual também é possível, tendo ocorrido mais frequentemente entre homens que fazem sexo com homens, mas o risco não é restrito a esse grupo. A doença pode ser transmitida antes do surgimento de sintomas ou por pacientes assintomáticos.
Como medidas preventivas, especialistas recomendam evitar contato corporal pele a pele e manter afastamento durante o período de transmissibilidade, quando as lesões estão ativas. O Ministério da Saúde realizou a aquisição emergencial da vacina para pessoas que vivem com HIV/Aids e que possuem CD4 entre 100 e 200 células.



