Pesquisas recentes apresentadas no congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), nos Estados Unidos, indicam que medicamentos da classe GLP-1, popularmente conhecidos como 'canetas emagrecedoras', podem reduzir o risco de câncer de mama em até 30%. Os estudos também associam esses fármacos a melhores taxas de sobrevivência entre mulheres diagnosticadas com a doença.
Resultados promissores
As análises, que envolveram dados de milhares de mulheres, destacam benefícios significativos tanto na prevenção quanto no tratamento do câncer de mama. Os medicamentos GLP-1, como Ozempic e WeGovy, são originalmente utilizados para o tratamento do diabetes tipo 2 e, mais recentemente, para a perda de peso. A nova evidência sugere que seus efeitos vão além do controle metabólico.
Mecanismo de ação
Os especialistas acreditam que a redução do risco pode estar relacionada à perda de peso induzida pelos medicamentos, já que a obesidade é um fator de risco conhecido para o câncer de mama. No entanto, também é possível que os GLP-1 atuem diretamente sobre mecanismos biológicos ligados ao desenvolvimento tumoral.
Cautela necessária
Apesar dos resultados animadores, os pesquisadores pedem cautela. Os estudos apresentados são observacionais, o que significa que não estabelecem uma relação de causa e efeito. Ensaios clínicos randomizados são necessários para confirmar os achados e determinar a segurança e eficácia desses medicamentos na prevenção do câncer.
Especialistas alertam que o uso dessas canetas deve ser feito sob prescrição médica e com acompanhamento adequado, especialmente devido a possíveis efeitos colaterais. A comunidade científica aguarda novas pesquisas para entender melhor o potencial desses fármacos na oncologia.



