O Ministério da Saúde lançou, neste domingo, 26, uma campanha de conscientização sobre os riscos das apostas online e orientações para atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em casos de vício em jogo. A iniciativa, veiculada na TV, no rádio e nas redes sociais, coincide com o início do Campeonato Brasileiro de Futebol, período de maior exposição às apostas esportivas.
Campanha de conscientização
O objetivo da campanha é alertar a população sobre os perigos do jogo compulsivo, que é reconhecido pela Classificação Internacional de Doenças (CID) como um transtorno de comportamento aditivo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1,2% da população adulta mundial sofre com esse problema. No Brasil, a proliferação de sites de apostas esportivas tem gerado preocupação no governo federal e em diversos setores da sociedade.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é crítico das chamadas “bets” e já defendeu a proibição dessa modalidade de aposta. O tema tem ganhado espaço no debate político, com discussões sobre regulação e impactos na saúde pública.
Atendimento pelo SUS
A campanha orienta os cidadãos a buscarem ajuda por meio do aplicativo Meu SUS Digital. O atendimento por videoconferência é acessado na seção ‘Miniapps’, no link ‘Problemas com jogos de apostas?’. O usuário responde a um questionário que avalia o nível de risco. Se identificado risco moderado ou elevado, o paciente é encaminhado para teleatendimento com profissionais de saúde mental.
Para casos menos graves, há orientações sobre atendimento presencial na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). O Ministério da Saúde destaca a importância de buscar ajuda precocemente para evitar consequências como endividamento, problemas familiares e transtornos psicológicos.
Contexto das apostas esportivas
O crescimento das plataformas de apostas online, especialmente as bets, tem sido alvo de críticas. Estudos apontam que o vício em jogos pode levar a sérios prejuízos financeiros e sociais. O governo federal estuda medidas para regulamentar o setor, enquanto o Ministério da Saúde reforça a rede de atendimento para os afetados.
Segundo a pasta, a campanha visa não apenas tratar, mas também prevenir o transtorno. A conscientização sobre os riscos é o primeiro passo para reduzir o impacto das apostas na saúde dos brasileiros.



