Campanha Nacional de Multivacinação começa com foco na pólio
Campanha de multivacinação começa com foco na pólio

A Campanha Nacional de Multivacinação começou nesta segunda-feira (3) em todo o Brasil, com o objetivo de atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. A ação, que segue até setembro, ganha destaque especial para o reforço contra a poliomielite, doença que foi erradicada no país em 1994, mas que ainda preocupa devido a surtos em outras regiões do mundo.

Novo esquema vacinal contra a pólio

O Ministério da Saúde anunciou mudanças no calendário da vacina contra a pólio para crianças com menos de 5 anos. A partir desta segunda-feira (3), o esquema passa a ter dois reforços: a primeira dose aos 2 meses, a segunda aos 4 meses, a terceira aos 6 meses, o primeiro reforço aos 15 meses e o segundo aos 4 anos. Todas as doses são aplicadas por injeção. Crianças menores de 5 anos com a carteirinha desatualizada também podem receber o reforço.

Importância do reforço vacinal

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabella Ballalai, ressaltou que o reforço é essencial para aumentar a proteção por mais tempo, especialmente em um cenário de surtos globais de pólio. "Fazer esse reforço aumenta a proteção dessa criança por mais tempo e, no momento em que a gente tem vários surtos de pólio no mundo, é muito importante. A gente ainda precisa de um esforço da população e do Ministério da Saúde, que está fazendo, para chegar nos 95% das crianças menores de 5 anos vacinadas contra a pólio", afirmou.

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Dados de cobertura vacinal

Até o começo de julho, 85% das crianças haviam tomado as três doses contra a poliomielite, e 78% haviam recebido o primeiro reforço. A meta do Ministério da Saúde é alcançar 95% de cobertura, um índice considerado ideal para garantir a proteção coletiva.

Depoimento de quem viveu a pólio

O advogado Fernando de Souza Van der Linden, que contraiu pólio na infância por não ter sido vacinado, compartilhou sua experiência para incentivar a imunização. "Se você ama seu filho, se você quer o melhor do seu filho, dê a vacina, porque é segura", disse. Ele relembrou que, na época, não tomou a vacina por causa de febre e não conseguiu retornar em outra data devido à gravidade da epidemia. "O único que teve a pólio fui eu, porque não tomei vacina", contou.

Como participar da campanha

Pais e responsáveis devem levar crianças e adolescentes aos postos de saúde com a caderneta de vacinação. A campanha pretende atualizar não apenas a vacina contra a pólio, mas também outras vacinas do calendário nacional, garantindo a proteção contra diversas doenças.

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