A Noruega ultrapassou a Dinamarca e tornou-se o país mais feliz do mundo, segundo o Relatório Mundial da Felicidade 2017, divulgado pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da ONU. O Brasil, que em 2016 ocupava a 17ª posição, caiu cinco lugares e agora está em 22º, a pior colocação desde o início do levantamento em 2012.
O ranking, que avalia 155 países, é liderado por Noruega, Dinamarca, Islândia, Suíça e Finlândia. Na América Latina, a Costa Rica é a mais bem colocada, em 11º lugar mundial, seguida por Chile (20º), Brasil (22º), Argentina (24º) e México (25º). O Paraguai aparece na 70ª posição, a pior da região.
Os Estados Unidos caíram da 13ª para a 14ª posição, e o Reino Unido ficou em 19º. As últimas colocações são dominadas por países da África Subsaariana e por nações em conflito, como a República Centro-Africana, em 155º, e a Síria, em 152º.
O estudo é baseado em sete indicadores: PIB per capita, assistência social, expectativa de vida saudável, liberdade de escolha, generosidade, percepção de corrupção e um índice de distopia. A pesquisa entrevista anualmente mais de mil pessoas em cada país, perguntando em que degrau de uma escada de 0 a 10 elas se sentem naquele momento.
Jeffrey Sachs, diretor da SDSN, afirmou que países felizes têm equilíbrio entre prosperidade e capital social, com alta confiança na sociedade, baixa desigualdade e confiança no governo. Ele criticou as políticas do presidente Donald Trump, prevendo piora na desigualdade e corrupção nos EUA.
O relatório é divulgado anualmente desde 2012 e acompanha o Dia Mundial da Felicidade, celebrado em 20 de março. A ONU incentiva o uso do estudo para enfrentar a desigualdade e conservar o meio ambiente, independentemente da riqueza dos países.



