O mercado financeiro global amanhece atento a dois grandes temas: o acordo entre Estados Unidos e Irã, que impulsiona ações de companhias aéreas na América Latina, e a estreia de Kevin Warsh na presidência do Federal Reserve (Fed), que já influencia as expectativas para a decisão de juros desta semana. No Brasil, o Ibovespa opera com volatilidade, enquanto investidores monitoram a reunião do Copom e a trajetória da taxa Selic.
Acordo EUA-Irã e impacto nos mercados
O acordo firmado entre Estados Unidos e Irã, assinado digitalmente no domingo, trouxe alívio para setores sensíveis ao conflito no Oriente Médio. As ações de companhias aéreas latino-americanas dispararam, refletindo a redução dos riscos geopolíticos e a possibilidade de queda nos custos com combustíveis. O vice-presidente dos EUA, Vance, classificou o memorando como um documento muito genérico, mas a Casa Branca já sinaliza avanços nas negociações.
Fed sob comando de Warsh e juros no Japão
Kevin Warsh assume o comando do Fed em um momento crucial. O mercado projeta que a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) pode trazer mudanças na comunicação sobre os juros. Enquanto isso, o Banco Central do Japão decidiu elevar sua taxa de juros para o maior nível em 31 anos, movimento que impacta o carry trade e as moedas emergentes, incluindo o real.
Brasil: Copom, Tesouro IPCA+ e indicadores
No cenário doméstico, as opções do Copom na Bolsa já apontam para uma queda de 0,25 ponto percentual na reunião de quarta-feira. O Tesouro IPCA+ atingiu o maior juro real da década, despertando interesse de investidores que buscam proteção contra a inflação. A XP mantém recomendação de compra para Assaí, mas cortou o preço-alvo, enquanto a Brava informou que a OPA da Ecopetrol foi suspensa por recurso.
O mercado de FIIs também tem destaque: o TRXF11 comprou imóvel na Faria Lima locado ao IBMEC por R$ 130 milhões, e entidades buscam transformar os fundos imobiliários em vitrine global para a América Latina. A Kapitalo aposta que o juro real elevadíssimo resistirá mesmo após as eleições.
Política e eleições 2026
Na política, Eduardo Bolsonaro abre frente própria na campanha e banca Zanatta para vice de Flávio. Lula gravou vídeo declarando apoio a João Campos na disputa pelo governo de Pernambuco. Flávio Bolsonaro defende o fim da reeleição após a eleição, enquanto Haddad elogia Marina, Marcio e Simone e se diz confortável com os companheiros de chapa.
Mundo: Bolívia, Coreia do Norte e Europa
A Bolívia anunciou unificação cambial e negocia acordo com o FMI, enquanto protestos perdem força. A Coreia do Norte usou repressão ao k-pop e a guerra da Ucrânia para se fortalecer, segundo o The New York Times. Na Europa, a recuperação econômica se afasta no horizonte por causa da guerra, e a complexidade geopolítica afeta a cobertura de seguros na Copa do Mundo.
Minhas Finanças: golpes, aposentadoria e seguros
O brasileiro perde, em média, R$ 11 mil por golpe digital, e a Geração Z é a maior vítima. O pagamento do PIS/Pasep 2026 começa nesta segunda. A longevidade impulsiona a segunda carreira e muda os planos de aposentadoria. Mais brasileiras com 60+ vivem sozinhas, exigindo atenção à proteção patrimonial. Homens de 30 a 59 anos que moram sozinhos devem priorizar seguros específicos.
Esportes: Copa do Mundo 2026
Nos gramados, Egito segurou empate por 1 a 1 com a Bélgica, com Lukaku em ação. Arábia Saudita e Uruguai empataram, deixando o grupo H sem vitórias. O Irã não aproveitou a torcida em Los Angeles e só empatou com a Nova Zelândia.
O mercado segue atento aos desdobramentos do Fed e do Copom, enquanto investidores buscam oportunidades no Tesouro IPCA+ e nos FIIs. A semana promete volatilidade, com decisões de juros nos EUA e no Brasil.



