Bryan Johnson, o excêntrico biohacker de 48 anos que investe milhões para reverter o envelhecimento, fez uma declaração surpreendente em suas redes sociais. Após ser diagnosticado com uma doença autoimune que faz "o estômago devorar a si mesmo", o empresário questionou se não teria ido longe demais em sua busca pela juventude eterna.
Diagnóstico inesperado abala certezas
Na quarta-feira (29/7), Johnson escreveu no X: "Tenho refletido sobre o assunto e me pergunto se não fui longe demais com essa história toda de longevidade". Dias antes, ele já havia postado: "Acabei de me clonar... como um recém-nascido. Isso pode assustar algumas pessoas... um futuro distópico." O diagnóstico de gastrite autoimune (GAI) revelou que seu sistema imunológico ataca o revestimento do estômago, causando danos irreversíveis, como deficiência nutricional, anemia e maior risco de câncer.
Trajetória de extremos e descobertas
Apesar de sua rotina atual incluir otimização do sono, fertilidade e dezenas de profissionais de saúde, Johnson nem sempre foi obcecado pela longevidade. Na infância, consumia fast-food e bebidas açucaradas regularmente. Aos 21 anos, foi diagnosticado com hipotireoidismo e passou a tomar levotiroxina e Armour Thyroid. Mais tarde, durante dois anos como missionário no Equador, enfrentou sintomas severos: "Nos primeiros meses, eu vomitava constantemente. Eu tinha diarreia o tempo todo, não conseguia comer nada, meu rosto ficava cheio de erupções cutâneas e acne, era simplesmente horrível", relembrou à revista People.
Johnson acredita que sinais precoces de GAI estavam presentes, como níveis baixos de ferritina, mas ele não os conectou. "Não havia ligado os pontos", disse. A medicina convencional, segundo ele, admite derrota diante da doença, limitando-se a controlar a condição.
O projeto Blueprint e a busca pela juventude
Após vender sua empresa Braintree Venmo para o PayPal por US$ 800 milhões em 2013, Johnson se sentia acima do peso, estressado e deprimido. Em 2021, fundou o Projeto Blueprint, dedicando cinco horas diárias a seu "protocolo de longevidade". Ele investe US$ 2 milhões por ano em intervenções antienvelhecimento, afirmando que seus biomarcadores estão nos percentuais mais altos e que sua idade biológica caiu. Especialistas, porém, alertam que a ciência ainda é especulativa.
Entre as polêmicas, em maio de 2023, Johnson realizou a "primeira troca de plasma multigeracional do mundo" com seu filho Talmage e seu pai Richard. Dois meses depois, desistiu do método por falta de benefícios. Em outubro do mesmo ano, substituiu o plasma sanguíneo por albumina para remover "poluentes não naturais" como microplásticos.
Polêmicas recentes e reflexão
Mais recentemente, Johnson causou controvérsia ao expor detalhes íntimos da namorada, Kate Tolo, declarando que a vagina da parceira está no "top 1%" devido à dominância de uma bactéria protetora. Apesar de sua aparente confiança, o diagnóstico autoimune trouxe uma nova perspectiva. "Quando digo que nunca fui tão feliz em toda a minha vida, dá para entender de onde isso vem", disse ele, mas agora a dúvida persiste: será que foi longe demais?



