Transformação de atriz para psicóloga
Franciely Freduzeski, conhecida atriz de novelas e peças teatrais, percorreu um longo caminho até receber o diagnóstico de fibromialgia. Foram 27 médicos consultados antes de finalmente entender a condição que afetava sua vida e carreira. Aos 47 anos, ela decidiu transformar sua experiência em propósito e se tornou psicóloga especializada no tratamento de pacientes com dores crônicas.
Diagnóstico tardio e mudança de carreira
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dor musculoesquelética generalizada, fadiga e distúrbios do sono. Muitas vezes, o diagnóstico é demorado, como aconteceu com Franciely. Após anos de sofrimento e consultas infrutíferas, ela decidiu estudar psicologia para ajudar outras pessoas que enfrentam o mesmo problema. Hoje, ela atende em um consultório no bairro da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Abordagem integrativa e empática
Em seu consultório, localizado no centro comercial Downtown, Franciely adota uma abordagem integrativa, combinando técnicas de psicoterapia com conhecimentos sobre a fisiologia da dor. Ela destaca que a fibromialgia não é apenas uma questão de dor física, mas também envolve aspectos emocionais e sociais. Por isso, seu trabalho foca em acolher e validar as experiências dos pacientes, muitos dos quais se sentem incompreendidos pela sociedade e até por profissionais de saúde.
Importância de profissionais capacitados
A atriz e psicóloga ressalta a necessidade de mais profissionais capacitados para lidar com doenças invisíveis. Segundo ela, muitos pacientes com fibromialgia enfrentam preconceito e ceticismo, o que agrava o sofrimento psicológico. Com sua vivência pessoal e formação acadêmica, Franciely busca oferecer um espaço seguro e informado, onde os pacientes possam encontrar suporte e estratégias para lidar com a condição.
Carreira artística em pausa
Por causa da fibromialgia, Franciely precisou dar uma pausa na carreira de atriz. No entanto, ela vê a nova profissão como uma continuidade de seu desejo de ajudar e se conectar com as pessoas. Ela afirma que a psicologia a permitiu transformar a dor em força e espera inspirar outros a fazerem o mesmo.



