A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta terça-feira (2), a suspensão da venda, distribuição e uso de lotes de medicamentos destinados ao controle da pressão arterial e ao tratamento do câncer de mama. A decisão foi oficializada por meio da Resolução 2.238/2026, publicada no Diário Oficial da União nesta mesma data.
Halaven: lote com desvio de qualidade
No caso do Halaven (mesilato de eribulina), na apresentação de 0,5 mg/ml, solução injetável, lote 148386, a empresa comunicou à Anvisa o recolhimento voluntário. O motivo foi o desvio de qualidade relacionado ao teor do princípio ativo, que se encontrava abaixo da especificação aprovada. Com isso, ficam proibidas a comercialização, distribuição e uso desse lote específico.
Maleato de enalapril: inconsistência na embalagem
Já o medicamento Maleato de enalapril, na dosagem de 20 mg, comprimido, em embalagem hospitalar com 500 unidades, teve a venda suspensa e a comercialização, distribuição e uso proibidos para diversos lotes. Os lotes afetados são: 0062/26M, 0063/26M, 0064/26M, 0088/26M, 0089/26M, 0358/26M, 0415/26M, 0506/26M e 0507/26M. O produto é fabricado pela Hipolabor Farmacêutica Ltda., que informou que o desvio de qualidade ocorreu devido a uma inconsistência textual na embalagem secundária, que apresentava erroneamente a informação de "10 mg" na descrição da composição.
Água para injeção e cápsulas de óleo de pequi
Além dos medicamentos, a Anvisa também suspendeu um lote de água para injeção, proibindo sua venda, distribuição e uso. Por fim, a agência determinou a apreensão de todos os lotes do medicamento Cápsulas de óleo de pequi, produzido pela R.T.K Indústria de Cosméticos e Alimentos Naturais Ltda. EPP. A medida foi tomada por falta de registro, notificação ou cadastro do produto na Anvisa. A empresa responsável também operava sem Autorização de Funcionamento. Além da apreensão, a Anvisa proibiu a comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso do medicamento.



