Anvisa avalia 16 pedidos de semaglutida após patente do Ozempic
Anvisa avalia 16 pedidos de semaglutida após patente

Anvisa recebe 16 pedidos de registro de semaglutida

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avalia atualmente 16 pedidos de registro de medicamentos à base de semaglutida, após o fim da patente do Ozempic no Brasil. Seis desses pedidos estão em análise, enquanto outros dez aguardam na fila para serem avaliados. O Ozivy, da farmacêutica EMS, foi o primeiro a receber aprovação, no final de maio, abrindo caminho para alternativas mais acessíveis no mercado.

Ozivy lidera como primeira alternativa aprovada

O Ozivy, produzido pela EMS, tornou-se o primeiro medicamento genérico ou similar de semaglutida a obter registro na Anvisa. A aprovação representa um marco no acesso a tratamentos para diabetes tipo 2 e obesidade, condições para as quais a semaglutida é indicada. A EMS já iniciou a produção e distribuição do Ozivy, com preço previsto para ser significativamente menor que o do Ozempic original.

Hypera Pharma avança com Semavy

A Hypera Pharma também está no páreo com o Semavy, outro medicamento à base de semaglutida que aguarda análise da Anvisa. A empresa informou que o pedido de registro foi protocolado e está em fase de avaliação técnica. A expectativa é que, com a aprovação, o Semavy amplie ainda mais as opções para pacientes e pressione os preços para baixo.

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Concorrência pode reduzir preços e ampliar acesso

Com a entrada de novos fabricantes, a tendência é que o custo da semaglutida diminua, facilitando o acesso de mais pacientes ao tratamento. Atualmente, o Ozempic tem preço elevado no Brasil, o que limita seu uso. A concorrência entre EMS, Hypera e outros laboratórios pode resultar em redução de até 50% no valor final, segundo estimativas do setor.

Inclusão no SUS depende de análise de custo-benefício

A incorporação da semaglutida ao Sistema Único de Saúde (SUS) ainda está em discussão. O Ministério da Saúde avalia a relação custo-benefício do medicamento, considerando seu impacto no orçamento público e os benefícios clínicos para a população. A disponibilidade de versões genéricas pode tornar a inclusão mais viável, mas ainda não há prazo definido para uma decisão.

Segundo a Anvisa, todos os pedidos de registro seguem os mesmos critérios de segurança, eficácia e qualidade. A agência não informou prazos para conclusão das análises, mas destacou que prioriza a avaliação de medicamentos que possam trazer benefícios à saúde pública.

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