Um novo medicamento experimental para Alzheimer, o diranersen, demonstrou reduzir em até 50% o declínio cognitivo em pacientes durante um ensaio clínico de Fase 2. Desenvolvido pela Biogen, o fármaco tem como alvo a proteína tau, uma das principais responsáveis pela patologia cerebral da doença.
Resultados promissores na Fase 2
O estudo clínico, que envolveu centenas de participantes, mostrou que o diranersen não apenas reduziu significativamente os níveis de tau no sistema nervoso, mas também melhorou as avaliações cognitivas dos pacientes. De acordo com a Biogen, o declínio cognitivo foi reduzido em até 50% em comparação com o grupo placebo.
“Estamos entusiasmados com esses resultados, que representam um avanço inédito na abordagem da proteína tau”, afirmou o diretor médico da Biogen em comunicado oficial. “Se confirmados na próxima fase, poderemos ter uma nova arma contra o Alzheimer.”
Mecanismo de ação inovador
Diferentemente de outros medicamentos que miram a proteína beta-amiloide, o diranersen atua diretamente na tau, reduzindo sua acumulação no cérebro. A proteína tau forma emaranhados neurofibrilares que levam à morte neuronal e ao declínio cognitivo.
Os efeitos colaterais observados foram considerados leves, incluindo dor de cabeça e náuseas. Nenhum evento adverso grave foi relatado, o que sugere um perfil de segurança favorável.
Próximos passos
Com os resultados positivos, o diranersen avança para a Fase 3, a última etapa antes de uma possível aprovação regulatória. A Biogen planeja recrutar milhares de pacientes em múltiplos centros ao redor do mundo para confirmar a eficácia e segurança do medicamento.
Se aprovado, o diranersen pode se tornar o primeiro tratamento eficaz contra o Alzheimer focado na proteína tau, oferecendo esperança para milhões de pacientes e familiares.



