Um estudo conduzido na Suécia com cerca de 1.900 adultos sugere que uma alimentação saudável pode reduzir o risco de demência, mesmo em pessoas que já apresentam sinais biológicos precoces da doença. A pesquisa, publicada recentemente, indica que padrões alimentares com menor potencial inflamatório estão associados a uma redução significativa no risco de desenvolver demência.
Detalhes do estudo
Os pesquisadores analisaram dados de participantes com idade média de 70 anos, acompanhando sua dieta e saúde cognitiva ao longo do tempo. Foram identificados biomarcadores precoces de Alzheimer em alguns voluntários. Mesmo nesse grupo, aqueles que seguiam uma dieta saudável — rica em vegetais, frutas, peixes e grãos integrais, e pobre em alimentos ultraprocessados — apresentaram menor incidência de demência.
O estudo é observacional, ou seja, não estabelece causalidade, mas reforça a importância da alimentação na prevenção de doenças neurodegenerativas. "Os resultados sugerem que a dieta pode ser um fator modificável importante, mesmo após o início de alterações patológicas", afirmou um dos pesquisadores responsáveis.
Impacto na saúde pública
A demência afeta milhões de pessoas globalmente, e estratégias de prevenção são essenciais. A alimentação saudável, com baixo potencial inflamatório, surge como uma ferramenta acessível e de baixo custo. Os especialistas recomendam dietas como a mediterrânea, que prioriza alimentos naturais e anti-inflamatórios.
"Comer bem pode continuar sendo um aliado da saúde do cérebro mesmo após o surgimento de alterações relacionadas ao Alzheimer", destacou a equipe de pesquisa. A expectativa é que novos estudos confirmem os achados e orientem políticas públicas de prevenção.



