O sanitarista Gonzalo Vecina defendeu a criação de uma agência única para avaliar novos medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS) e nos planos de saúde. A proposta visa unificar o processo de avaliação de tecnologias em saúde, ajudando a lidar com os altos custos das terapias inovadoras.
Segundo Vecina, atualmente existem diferentes órgãos e critérios para aprovação de medicamentos no SUS e na saúde suplementar, o que gera ineficiências e desigualdades. Uma agência única centralizaria essa avaliação, garantindo mais transparência e agilidade.
Impacto nos custos e acesso
A unificação poderia reduzir custos administrativos e acelerar a incorporação de novas tecnologias, beneficiando pacientes de ambos os sistemas. Vecina destacou que terapias inovadoras, como medicamentos de alto custo, exigem avaliação cuidadosa para garantir sustentabilidade.
“Precisamos de uma instância que avalie custo-efetividade e impacto orçamentário de forma integrada”, afirmou o sanitarista. A proposta já circula em debates sobre reforma do setor de saúde no Brasil.
Desafios e próximos passos
A criação da agência enfrenta resistências de setores que temem perda de autonomia. No entanto, Vecina argumenta que a centralização pode fortalecer o poder de negociação do Estado com a indústria farmacêutica. O tema deve ser discutido em audiências públicas no Congresso Nacional.



