A baixa testosterona é uma condição que atinge cerca de 25% dos homens acima dos 30 anos, mas muitos desconhecem os sintomas menos evidentes. O endocrinologista Dr. Carlos Alberto, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, alerta que sinais como fadiga crônica, irritabilidade e perda de massa muscular são frequentemente atribuídos ao estresse ou envelhecimento normal, retardando o diagnóstico.
Fadiga persistente e falta de energia
Um dos primeiros sinais ocultos é o cansaço excessivo, mesmo após uma noite de sono adequada. A testosterona regula a produção de energia celular; níveis baixos reduzem a disposição e aumentam a sonolência diurna. Estudo da Universidade de São Paulo (USP) aponta que 60% dos homens com hipogonadismo relatam fadiga como principal queixa.
Alterações de humor e irritabilidade
A queda hormonal afeta neurotransmissores como a serotonina, levando a mudanças de humor, ansiedade e depressão. Muitos pacientes confundem esses sintomas com problemas psicológicos. "Homens com testosterona baixa têm três vezes mais chances de desenvolver depressão", afirma o Dr. Alberto.
Perda de massa muscular e ganho de gordura
A testosterona é essencial para a síntese proteica. Sua deficiência acelera a sarcopenia (perda muscular) e favorece o acúmulo de gordura visceral, aumentando o risco de doenças metabólicas. Um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostrou que homens com baixa testosterona têm 40% mais gordura abdominal.
Disfunção erétil e baixa libido
Embora seja um sintoma conhecido, muitos homens relutam em buscar ajuda. A disfunção erétil pode ser o primeiro sinal de alerta. "Cerca de 70% dos casos de impotência têm origem hormonal", destaca o urologista Dr. Renato Oliveira, do Hospital Sírio-Libanês.
Queda de cabelo e alterações na pele
A testosterona influencia o ciclo capilar e a produção de colágeno. A perda de pelos corporais, afinamento da pele e aumento de rugas podem indicar níveis baixos. Um levantamento do Instituto de Dermatologia de São Paulo associou 30% dos casos de alopecia androgenética à deficiência hormonal.
O diagnóstico é feito por exame de sangue, medindo a testosterona total e livre. O tratamento inclui reposição hormonal sob supervisão médica, com benefícios como melhora da energia, humor e composição corporal. "A terapia deve ser individualizada, considerando riscos e benefícios", conclui o Dr. Alberto.



