Os estudantes da Universidade de São Paulo (USP) encerraram uma greve que durou quase dois meses, após um acordo firmado com a reitoria. A paralisação, que começou em abril, foi motivada por reivindicações relacionadas a reajustes de bolsas e melhorias nos serviços de moradia e alimentação oferecidos pela universidade.
Acordo inclui revisão de cotas
O ponto central do acordo foi o compromisso da USP em revisar as regras de cotas para indígenas e pessoas transgênero. A universidade se comprometeu a criar uma comissão para estudar e propor alterações nos critérios atuais, ampliando o acesso desses grupos à instituição.
Melhorias em serviços estudantis
Além da questão das cotas, o acordo contempla reajustes nos valores das bolsas de auxílio estudantil, que estavam congeladas há anos. Também foram prometidas melhorias na infraestrutura dos restaurantes universitários e nos alojamentos, com investimentos em reformas e ampliação da capacidade de atendimento.
Manifestação contra retaliações
Apesar do fim da greve, os estudantes organizaram uma manifestação para o próximo dia 15, como forma de protestar contra possíveis retaliações ao movimento estudantil. Durante a assembleia que aprovou o acordo, seis jovens foram detidos por invadirem a reitoria, o que gerou indignação entre os alunos.
A greve teve grande adesão e paralisou parcialmente as atividades acadêmicas em diversos campi. Com o acordo, as aulas serão retomadas gradualmente a partir da próxima semana.



