Acusada de matar filha e nora vira ré por tentativa de homicídio contra amiga
Acusada de matar filha e nora vira ré por tentativa de homicídio contra amiga

Elizabete Arrabaça, de 68 anos, tornou-se ré pela terceira vez, agora por tentativa de homicídio contra uma amiga. O crime ocorreu em 2017, em Pontal (SP), e a vítima, Neuza Ghiotto, sobreviveu após ser envenenada por Elizabete.

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público, que aponta motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Se condenada, Elizabete pode pegar até 30 anos de prisão. A defesa nega participação nos três crimes e afirma que recorrerá de todas as denúncias.

Elizabete está presa preventivamente desde maio de 2024 por suspeita de envenenar e matar a nora, Larissa Rodrigues, em março de 2024, em Ribeirão Preto (SP). Ela também foi denunciada pelo assassinato da filha, Nathália Garnica, em fevereiro de 2024, em Pontal. A Justiça ainda não decidiu se ela irá a júri popular neste caso.

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Em todos os casos, laudos apontaram a presença de chumbinho nos corpos das vítimas. Neuza foi a única sobrevivente, ficando cinco dias internada, dois deles na UTI, após tomar um remédio para dor de cabeça fornecido por Elizabete. A polícia afirma que Neuza consumiu veneno sem saber.

Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, a motivação para o ataque contra a amiga teria sido uma recusa de Neuza em comprar um colar oferecido por Elizabete há oito anos. As investigações começaram após a prisão de Elizabete por suspeita de envenenar a nora em conluio com o filho, Luiz Antônio Garnica.

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