O professor Ricardo Akira Matsufuji, de 29 anos, denunciou ter sido vítima de uma agressão homofóbica na estação da Linha 5-Lilás do metrô de São Paulo. O caso ocorreu quando ele foi acusado por um passageiro de estar filmando-o. Matsufuji afirma que foi espancado, resultando em fratura na face e perfuração do tímpano.
Detalhes da agressão
Segundo o relato do professor, a agressão começou após ele ser abordado por um homem que o acusou de filmá-lo. Matsufuji negou a acusação, mas foi agredido com socos e ofensas de cunho homofóbico. Ele sofreu ferimentos graves, incluindo uma fratura no osso da face e a perfuração do tímpano. O caso foi registrado na polícia como lesão corporal, mas a investigação apura a possível motivação homofóbica.
Investigação policial
A Polícia Civil de São Paulo está investigando o incidente. Inicialmente, o boletim de ocorrência foi registrado como lesão corporal, mas a delegacia responsável pelo caso informou que está apurando se a agressão teve motivação homofóbica, o que poderia agravar a pena. A concessionária ViaMobilidade, que opera a Linha 5-Lilás, afirmou que está colaborando com as investigações e que as imagens das câmeras de segurança serão disponibilizadas para a polícia.
Repercussão
O professor usou as redes sociais para mostrar os ferimentos e relatar o ocorrido. A publicação gerou grande repercussão, com mensagens de apoio e repúdio à violência. Organizações de defesa dos direitos LGBTQIA+ também se manifestaram, cobrando uma investigação rigorosa e punição aos responsáveis. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que o caso está sendo tratado com prioridade e que não serão tolerados crimes de ódio no estado.



