A relação entre a produtora responsável pelo filme Dark Horse e um contrato para um programa de Wi-Fi, suspeito de irregularidades em São Paulo, está sendo investigada. O caso envolve a empresa que produziu o longa-metragem e um acordo milionário firmado com o governo estadual para fornecer internet em escolas públicas.
Contexto do contrato
O contrato, assinado em 2023, previa a instalação de redes de Wi-Fi em mais de 5 mil escolas da rede estadual paulista. O valor total do acordo ultrapassa R$ 100 milhões. No entanto, denúncias apontam que a licitação pode ter sido direcionada para beneficiar a produtora, que não teria experiência prévia na área de tecnologia.
Investigação em andamento
O Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito para apurar possíveis irregularidades, como superfaturamento e favorecimento na escolha da empresa. A produtora, conhecida por produções cinematográficas, nega as acusações e afirma que cumpriu todos os requisitos do edital.
Documentos obtidos pela imprensa mostram que a empresa venceu a concorrência com uma proposta 20% mais cara que a de concorrentes. Além disso, há indícios de que funcionários públicos tenham atuado para acelerar a aprovação do contrato.
Reações
O governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Educação, declarou que o processo licitatório seguiu todas as normas legais. Já a oposição na Assembleia Legislativa pediu a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso.
Especialistas em direito administrativo apontam que, se comprovadas as irregularidades, o contrato pode ser anulado e os responsáveis podem responder por improbidade administrativa.
Impacto no serviço público
Enquanto a investigação não é concluída, a instalação do Wi-Fi nas escolas continua. No entanto, há preocupações sobre a qualidade do serviço e o uso adequado dos recursos públicos. A população cobra transparência e punição para os envolvidos em possíveis desvios.
O caso ganhou repercussão nacional por envolver uma produtora de cinema em um contrato de tecnologia, levantando questões sobre a capacitação técnica de empresas para prestar serviços públicos.



