O policial civil Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, foi um dos quatro agentes mortos durante a megaoperação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortos. Cabral havia se formado há apenas 40 dias.
Além de Cabral, morreram o inspetor Marcos Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, e os sargentos da Polícia Militar Cleiton Serafim Gonçalves, de 42, e Heber Carvalho da Fonseca, de 39. Outros 15 policiais ficaram feridos, sendo três em estado gravíssimo. Entre eles está o delegado adjunto da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, Bernardo Leal, que teve parte da perna amputada.
A operação, considerada uma das maiores já realizadas no estado, prendeu 113 pessoas, incluindo líderes da facção em diferentes estados. Foram apreendidas 118 armas, sendo 93 fuzis, além de 14 artefatos explosivos e toneladas de drogas. Dez adolescentes também foram apreendidos.
Apesar da magnitude da ação, o principal alvo, conhecido como “Doca”, apontado como chefe do Comando Vermelho no Complexo da Penha, não foi localizado. Segundo as autoridades, a operação neutralizou diversas lideranças da facção em estados como Pará, Amazonas, Bahia e Espírito Santo.
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, esteve no Rio e anunciou, junto com o governador, a criação de um Escritório Emergencial de Combate ao Crime Organizado, com o objetivo de integrar forças federais e estaduais no enfrentamento à violência.



