O presidente da Câmara de Vereadores de Macapá, Pedro DaLua (União), assumiu a Prefeitura de Macapá na manhã desta quarta-feira (4), após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar o afastamento do prefeito Dr. Furlan (PSD) e do vice Mário Neto (Podemos). DaLua será prefeito interino por 60 dias.
O afastamento ocorreu devido à Operação Paroxismo, da Polícia Federal (PF), que investiga fraude em licitação para obras do Hospital Geral Municipal de Macapá, orçadas em R$ 70 milhões. Há suspeita de desvio de verbas de emendas parlamentares e lavagem de dinheiro.
Nesta segunda fase da operação, foram cumpridos 13 mandados expedidos pelo STF em Belém (PA) e Natal (RN). Endereços ligados ao prefeito Dr. Furlan foram alvo de busca e apreensão. A secretária de Saúde, Erica Aymoré, e o presidente da comissão permanente de licitação, Walmiglisson Ribeiro da Silva, também são investigados.
Pedro DaLua tem trajetória política como suplente de deputado federal pelo PSC-AP na legislatura 2019–2023, assumindo o mandato em julho de 2021. Em 2024, foi eleito vereador de Macapá pelo União Brasil e, em janeiro de 2025, tornou-se presidente da Câmara Municipal para o biênio 2025–2026, eleito com 17 dos 23 votos válidos.
Segundo a PF, há indícios de um esquema criminoso com agentes públicos e empresários para direcionamento da licitação, desvio de recursos e lavagem de dinheiro. O contrato sob suspeita foi firmado pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá. Dr. Furlan já havia sido alvo da PF em setembro de 2024, na primeira fase da operação.



