Pane em sistema de medição do Tem agrava caos em SP em dia de greve
Pane no Tem agrava caos em SP em dia de greve

Uma pane no sistema de medição do Tem, empresa responsável pela medição de tráfego em São Paulo, agravou o caos no transporte público da capital paulista durante a greve de trens nesta terça-feira, 4 de agosto de 2026. A falha afetou a operação de semáforos e o monitoramento do trânsito, piorando os congestionamentos em diversos pontos da cidade.

Falha técnica coincide com paralisação dos trens

O sistema de medição do Tem, utilizado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para gerenciar o tráfego, apresentou instabilidade logo no início da manhã, no horário de pico. A pane ocorreu no mesmo momento em que os funcionários do Metrô e da CPTM cruzaram os braços, paralisando as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata, além de todas as linhas da CPTM.

De acordo com a CET, a falha no sistema do Tem impediu a atualização em tempo real dos dados de tráfego, comprometendo o ajuste dos semáforos e a orientação aos motoristas. Como resultado, o trânsito na cidade atingiu recorde de lentidão, com mais de 300 quilômetros de vias congestionadas nos horários de pico, segundo informações oficiais.

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Impacto na vida dos passageiros

A combinação da greve com a pane no sistema de medição gerou uma situação crítica para os passageiros. Ônibus superlotados, estações fechadas e longas filas nos pontos de embarque foram observados em toda a cidade. Muitos trabalhadores relataram atrasos de mais de duas horas para chegar ao trabalho.

“Foi um caos total. Saí de casa às 6h e só cheguei ao trabalho às 9h30. Os ônibus estavam lotados e o trânsito estava parado. A situação é desumana”, disse Maria Aparecida, professora da rede municipal, em entrevista ao Globo.

Medidas emergenciais adotadas

Em resposta à pane, a CET informou que equipes técnicas foram acionadas para restabelecer o sistema, mas a normalização só ocorreu por volta das 10h. Durante o período de instabilidade, agentes de trânsito foram destacados para orientar motoristas nos principais corredores viários.

O Sindicato dos Metroviários, que convocou a greve, afirmou que a paralisação foi motivada pelo atraso no pagamento de benefícios e pela falta de segurança nas estações. A categoria reivindica também a contratação de mais funcionários e a renovação da frota.

Negociações em andamento

Representantes do Metrô e da CPTM se reuniram com o sindicato durante a tarde, mas não houve acordo. Uma nova assembleia está marcada para quarta-feira, 5 de agosto, para decidir se a greve continua. Enquanto isso, a prefeitura de São Paulo estuda a implantação de faixas exclusivas para ônibus em vias estratégicas para minimizar os impactos.

Especialistas em mobilidade urbana apontam que a dependência de sistemas tecnológicos como o Tem exige planos de contingência mais robustos para evitar colapsos como o desta terça-feira. “A cidade precisa de alternativas imediatas para quando esses sistemas falham, especialmente em dias de paralisação”, afirmou o engenheiro de transportes Carlos Alberto.

Recomendações para a população

Diante do cenário, a CET recomenda que os paulistanos evitem horários de pico, utilizem aplicativos de transporte compartilhado e priorizem o trabalho remoto, quando possível. A orientação é válida para o período em que a greve estiver em vigor.

A greve de trens desta terça-feira foi a mais impactante dos últimos anos, afetando cerca de 4 milhões de passageiros que dependem diariamente do Metrô e da CPTM. A pane no sistema do Tem, embora temporária, evidenciou a fragilidade da infraestrutura tecnológica da cidade em momentos de crise.

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