Gutemberg Peixoto Alves de Souza, de 45 anos, foi preso neste domingo (1º) enquanto pescava em um lago na cidade de Tatuí, interior de São Paulo. Ele estava foragido desde 2022, acusado de matar a própria filha, Agata Gonzaga Peixoto Ferreira, de 17 anos, e enterrar o corpo no quintal de casa, em Ilha Comprida, no litoral paulista.
De acordo com a Guarda Civil Municipal (GCM), Gutemberg foi abordado enquanto utilizava uma tarrafa para pescar no lago da Praça Mário Coscia, prática proibida no local por ser considerada pesca predatória. Durante a abordagem, ele apresentou um nome falso, mas ao ser levado à delegacia, os agentes constataram por meio de consulta ao sistema que se tratava de um foragido da Justiça com mandado de prisão em aberto por homicídio e ocultação de cadáver.
As investigações tiveram início em outubro de 2022, quando um tio da adolescente procurou a delegacia informando que Agata estava desaparecida havia mais de um ano. O familiar relatou que a jovem morava com o pai, que dizia aos parentes que ela teria ido morar com a mãe em Itanhaém. No entanto, a mãe negou ter recebido a filha. Gutemberg então mudou a versão, afirmando que Agata teria fugido para Sorocaba com um rapaz.
Em 11 de novembro de 2022, os restos mortais da adolescente foram encontrados no quintal da residência onde ela morava com o pai, em Ilha Comprida. A ossada estava envolvida por uma rede e um lenço. O caso, inicialmente registrado como desaparecimento, foi reclassificado como homicídio, e a Polícia Civil de Ilha Comprida solicitou a prisão do suspeito, que estava foragido desde então.
Gutemberg recebeu voz de prisão e foi encaminhado à delegacia de Tatuí, onde permanece preso à disposição da Justiça.



