MPF e ANM farão inspeção em rios da Terra Indígena Waimiri-Atroari no Amazonas
MPF e ANM farão inspeção em rios da Terra Indígena Waimiri-Atroari no Amazonas

O Ministério Público Federal (MPF) e a Agência Nacional de Mineração (ANM) definiram uma fiscalização para verificar possíveis impactos ambientais em rios da Terra Indígena Waimiri-Atroari, no Amazonas. A vistoria deve ocorrer em junho e vai analisar estruturas da Mineração Taboca S.A., em Presidente Figueiredo, após denúncias de alterações na qualidade da água e morte de animais na região.

A investigação apura possíveis danos no igarapé Jacutinga e nos rios Tiaraju e Alalaú, que atravessam a terra indígena. A suspeita é de que as operações da unidade industrial de Pitinga possam ter relação com os impactos relatados por moradores e lideranças indígenas. A fiscalização foi definida durante reunião realizada no dia 29 de maio, em Manaus, entre representantes do MPF e técnicos da ANM.

A apuração teve início após denúncias apresentadas pela Associação Comunidade Waimiri-Atroari (ACWA). Lideranças relataram mudanças na cor e no sabor da água, além da morte de peixes, peixes-boi e quelônios. Também foram relatados casos de alergias e problemas de pele em moradores que tiveram contato com os rios.

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Laudos produzidos pela empresa Aqua Viridi Microalgas Serviços Ambientais Ltda., contratada pela ACWA, identificaram a presença de metais como alumínio, chumbo e mercúrio em pontos dos rios e do igarapé analisados. Segundo o MPF, os estudos apontaram concentrações acima dos limites previstos pela legislação brasileira em alguns pontos.

A Mineração Taboca foi notificada e afirmou que não há comprovação técnica de relação entre suas atividades e os fatos relatados. A empresa disse que monitoramentos recentes da qualidade da água apontaram parâmetros dentro dos limites legais. A ANM informou que não possui estrutura laboratorial própria para análises que diferenciem fontes naturais de fontes causadas por atividades humanas. O MPF sugeriu parcerias com instituições como o Instituto Nacional de Criminalística (INC) da Polícia Federal, o Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) ou o Serviço Geológico do Brasil (SGB).

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