O estado de São Paulo registrou queda de 6% no número de mortes no trânsito no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, enquanto a capital paulista seguiu na contramão e apresentou aumento de 1,2% nas ocorrências fatais, segundo dados do sistema Infosiga. A alta na cidade foi puxada principalmente pelos acidentes com motociclistas, que tiveram crescimento de 8,2%.
Dados do estado de São Paulo
No primeiro semestre de 2025, o estado registrou 3.051 mortes no trânsito, número que caiu para 2.869 em 2026, uma redução de 6%. Entre os motociclistas, as mortes passaram de 1.345 para 1.327, queda de 1,3%. Os pedestres tiveram redução de 0,3%, passando de 664 para 662 óbitos. Ocupantes de automóveis registraram queda de 13,5%, de 620 para 536 mortes. Ciclistas tiveram a maior redução proporcional, de 15%, passando de 214 para 184 mortes.
Capital paulista na contramão
Na capital, o total de mortes subiu de 483 para 489, alta de 1,2%. O aumento mais expressivo foi entre motociclistas, que passaram de 220 para 238 mortes, crescimento de 8,2%. Pedestres também tiveram aumento, de 187 para 190 mortes (+1,6%). Já os ocupantes de automóveis apresentaram queda de 22,4%, de 49 para 38 mortes. O número de ciclistas mortos se manteve estável em 13.
Medidas da Prefeitura
A Prefeitura de São Paulo afirmou, em nota, que a segurança viária é um trabalho contínuo na cidade e destacou a ampliação de medidas voltadas à redução de acidentes. Segundo a administração municipal, foram implantadas faixas azuis para motociclistas e bolsões de espera exclusivos nos semáforos para aumentar a segurança desse público. Para os pedestres, a gestão afirma ter implantado mais de 10 mil novas faixas de travessia desde 2021. A prefeitura também informou que mantém campanhas permanentes de educação para o trânsito, por meio da CET, além de oferecer cursos específicos de pilotagem e segurança voltados aos motociclistas.



