Juiz de Fora decreta calamidade pública após chuvas que deixaram 47 mortos
Juiz de Fora decreta calamidade pública após chuvas que deixaram 47 mortos

As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata de Minas Gerais deixaram 47 mortos até a manhã desta quarta-feira (25). Em Juiz de Fora, 41 pessoas morreram e 20 continuam desaparecidas. A cidade registrou o fevereiro mais chuvoso da história, com 584 milímetros acumulados, o dobro do esperado para o mês.

Na madrugada de terça-feira (24), a prefeitura de Juiz de Fora decretou estado de calamidade pública. As aulas foram suspensas em todas as escolas da rede municipal e a Defesa Civil determinou a evacuação de 600 famílias. Equipes de bombeiros, Defesa Civil e Polícia Militar atuam nas buscas por desaparecidos e no resgate de vítimas em áreas de soterramento.

Em Ubá, seis pessoas morreram após o transbordamento do Ribeirão Ubá. O rio que corta a cidade transbordou na noite de segunda-feira (23), e a Avenida Beira Rio ficou tomada pela água. Em Matias Barbosa, o prefeito também decretou estado de calamidade pública devido à enchente que atingiu diversas regiões, visando acesso a recursos federais e agilização de ações emergenciais.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador Romeu Zema decretaram luto oficial. O Ministério da Defesa foi acionado para apoiar as ações de emergência, incluindo viaturas, tropas para limpeza e desobstrução de vias, remoção de escombros, apoio logístico e emprego de helicóptero em ações humanitárias.

Entre os bairros mais afetados em Juiz de Fora estão Parque Burnier, com mais de 10 desaparecidos e 12 casas desabadas, e Bairro Cerâmica, onde duas residências caíram e cinco pessoas da mesma família estão soterradas. O Rio Paraibuna e córregos transbordaram, pontes e o mergulhão estão fechados, e há árvores caídas.

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