Preso pai suspeito de matar bebê de 2 meses em Campos
Preso pai suspeito de matar bebê de 2 meses em Campos

O pai de uma bebê de 2 meses que morreu no último sábado (20) em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, foi preso na terça-feira (23), no distrito de Conselheiro Josino. Segundo a Polícia Civil, ele era procurado por um mandado de prisão por roubo que estava em aberto desde abril.

Prisão antes da fuga

De acordo com os investigadores, os policiais receberam informações de que o homem pretendia fugir da cidade e realizaram a prisão antes que ele deixasse o município. Além do cumprimento do mandado por roubo, o homem é apontado como principal suspeito das agressões que resultaram na morte da filha.

A Polícia Civil já solicitou à Justiça a prisão temporária dele por esse caso, mas o pedido ainda estava sendo analisado até a última atualização desta reportagem. A investigação foi iniciada no domingo, um dia após a morte da criança no Hospital Ferreira Machado. A mãe da bebê já prestou depoimento na delegacia.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Lesões graves: traumatismo craniano e fraturas

Segundo a Polícia Civil, a bebê sofreu um traumatismo craniano provocado por ação contundente, ou seja, causado por fortes pancadas na cabeça. A criança deu entrada no Hospital Ferreira Machado na quarta-feira da semana passada com uma das pernas inchada. Durante o atendimento, os médicos constataram uma fratura de fêmur. Com o agravamento do quadro clínico, novos exames foram realizados e identificaram também fraturas no crânio e nas costelas.

Diante da gravidade das lesões, o Conselho Tutelar foi acionado e o caso passou a ser investigado como uma possível situação de tortura. De acordo com a polícia, as investigações apontam que as únicas pessoas que estavam com a bebê eram os pais. Os investigadores informaram ainda que não trabalham com outra hipótese para a morte da criança além das lesões sofridas por ela.

Ainda segundo a polícia, médicos descartaram a possibilidade de queda acidental, por considerarem que os ferimentos são incompatíveis com esse tipo de ocorrência e compatíveis com espancamento. As conclusões foram confirmadas por laudos do Instituto Médico Legal (IML).

Depoimento da mãe revela violência

Em depoimento, a mãe contou que, no domingo anterior à internação da filha, saiu de casa para preparar comida na residência de uma amiga e deixou a bebê sob os cuidados do pai por cerca de três horas. Segundo ela, no dia seguinte a criança apareceu com a perna inchada. A mulher relatou ainda que o companheiro é uma pessoa violenta e afirmou já ter sido vítima de agressões. De acordo com o depoimento, ela chegou a ser agredida durante a gravidez, quando teria recebido um chute na barriga.

Apesar dos relatos, a mãe não afirma diretamente que o pai foi o autor das agressões contra a filha. No entanto, declarou aos policiais que ele foi a única pessoa com quem deixou a bebê naquele período. O suspeito foi ouvido na Delegacia do Centro e negou qualquer participação no crime. A Polícia Civil segue investigando o caso.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar