Um jovem de 25 anos de Ribeirão Preto (SP) completou o álbum de figurinhas da Copa do Mundo em apenas uma semana, movido por uma paixão herdada do pai. Luiz Otavio Sorrini Junior gastou cerca de R$ 980 em 140 pacotinhos e aguardou a versão em capa dura do álbum para iniciar a colagem. Quando o material chegou, ele já tinha todas as figurinhas separadas e prontas.
Tradição familiar
A paixão pelo futebol e pelas figurinhas vem de berço. Nascido em 2000, Junior lembra que as primeiras memórias da brincadeira são da Copa de 2006, quando o pai comprava os pacotinhos e a família se reunia para abrir, separar por seleção e listar as repetidas. A dinâmica seguiu com o apoio do pai até 2010. A partir de 2014, o colecionador assumiu o protagonismo e passou a correr atrás das imagens nas bancas e praças da cidade.
Desafio de velocidade
A herança familiar se transformou em uma meta pessoal a cada quatro anos. Movido pela ansiedade, Junior transformou o passatempo em um desafio de velocidade. Ele explica: "A gente fica ansioso esperando o momento. A meta é sempre finalizar o mais rápido possível. Este ano, lançou numa sexta, mas na quinta eu já tinha figurinha. No sábado já estava trocando."
Recorde em 2014
Apesar da rapidez na edição atual, a Copa de 2014 guarda o recorde pessoal do jovem. Foi o primeiro mundial em que ele correu atrás das imagens sem a ajuda direta do pai. Com o torneio sediado no Brasil e o apoio do primo Igor, a coleção foi finalizada em apenas três dias. "Soltou o álbum, já vai lá e compra um tanto de pacotinho. Lembro de ir sozinho, o primo buscou em casa, a gente foi na banca e ficou até meio-dia trocando. Praticamente em três ou quatro dias a gente fechou algo", recorda.
O 'salva tudo' da turma
Manter a agilidade exige investimento. Apenas na compra dos pacotes deste ano, o custo chegou a R$ 980. O torcedor estima que, ao longo de todas as Copas, já investiu cerca de R$ 7 mil. Após completar o álbum, ele usa as figurinhas repetidas para ajudar parentes e amigos. "Geralmente, quando eu fecho, eu ajudo outras pessoas a fecharem: parentes, amigos, filhos de amigos. O pessoal me chama, sou o salva tudo", brinca.
Os álbuns são guardados com rigor em gavetas para evitar danos. O acervo inclui itens antigos do pai, como um álbum especial importado da Itália que reúne informações de todas as Copas até 2002. "A gente trata como se fosse uma herança mesmo. Muitos álbuns eram do meu pai, que conservou, guardou e passou para mim, e continuo guardando igualzinho para não estragar", conclui.
Pontos de encontro e troca
Para os torcedores que buscam completar o álbum, dois shoppings de Ribeirão Preto montaram áreas dedicadas à venda e troca de cromos oficiais da Copa do Mundo. Os espaços funcionam até 31 de julho. No Ribeirão Shopping, o estande fica na Praça de Eventos B, comercializando álbuns a partir de R$ 24,90 e pacotes com sete figurinhas por R$ 7. No Shopping Santa Úrsula, o ponto de encontro é um quiosque no Piso 1.



