Uma operação conjunta da Polícia Civil, Ministério Público e Secretaria da Fazenda de São Paulo foi realizada nesta quinta-feira (12) contra uma organização criminosa chinesa suspeita de lavar dinheiro e ocultar bens por meio da venda de produtos eletrônicos. A ação, batizada de Operação Dark Trader, ocorreu nos estados de São Paulo e Santa Catarina.
A Justiça paulista autorizou três mandados de prisão e 20 de busca e apreensão. Um membro do Primeiro Comando da Capital (PCC) e uma funcionária do grupo Knup Brasil foram presos. O dono da empresa, de nacionalidade chinesa, está na China e não foi detido. Quatro carros de luxo foram apreendidos.
Segundo a investigação, o Knup e o PCC usaram quatro empresas de fachada para sonegar mais de R$ 1 bilhão em sete meses. O esquema envolvia a emissão de notas fiscais frias com valores menores e o desvio de dinheiro das vendas online para contas de empresas de fachada, duas delas ligadas diretamente ao PCC.
A operação contou com mais de 140 agentes. Foram apreendidos computadores, equipamentos eletrônicos e veículos de luxo. A Justiça bloqueou 36 contas bancárias e sequestrou R$ 25 milhões em imóveis e aplicações financeiras. Ao todo, 18 pessoas e 14 empresas são investigadas.



