No segundo dia de greve dos ferroviários em São Paulo, as linhas 11, 12 e 13 da CPTM operam parcialmente, com trechos reduzidos e intervalos maiores. A Linha Coral (11) funciona apenas entre as estações Guaianases e Barra Funda, enquanto a Linha Safira (12) opera em um trecho ainda mais curto, de Engenheiro Goulart até o Brás. A Linha Jade (13), que liga o centro à estação Aeroporto–Guarulhos, também opera com restrições.
Operação reduzida na Linha Coral
Na Linha Coral, os trens circulam somente entre Guaianases e Barra Funda, deixando sem atendimento os ramais que seguem para Estudantes e para o extremo leste. A estação Brás, um dos principais pontos de integração com o Metrô, recebe trens apenas da Linha Safira, que opera de Engenheiro Goulart até o Brás. Já a Linha Safira não atende o trecho entre Brás e Calmon Viana, prejudicando passageiros que utilizam o serviço para se deslocar ao Alto Tietê.
Impacto para os passageiros
Os passageiros enfrentam lotação nos trens e estações, além de longas esperas. Muitos optaram por alternativas como ônibus e aplicativos de transporte, mas o sistema viário também sofreu reflexos. Segundo a CPTM, a operação parcial visa garantir a segurança e minimizar transtornos, mas não há previsão de normalização.
Funcionário da CPTM fornece informações a passageiro durante greve do sistema de trens metropolitanos em São Paulo — Foto: Hyndara Freitas/O Globo.
Motivos da greve
A greve foi deflagrada após o sindicato da categoria rejeitar a proposta salarial da empresa. Os trabalhadores reivindicam reajuste acima da inflação e melhores condições de trabalho. A CPTM informou que considera a paralisação abusiva e que adotará medidas legais para garantir a prestação do serviço.
Até o momento, não há negociação em andamento. A expectativa é que o impasse persista, afetando milhares de usuários que dependem do trem para chegar ao trabalho ou à escola.



