A empresária Claudia Fonseca, acusada de liderar uma organização criminosa que fraudava serviços de home care, foi presa nesta segunda-feira (13) em Santo Ângelo, no Noroeste do Rio Grande do Sul. A prisão foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS).
Segundo o órgão, a medida foi necessária após a constatação de que Claudia continuava a praticar crimes mesmo após se tornar ré no processo. De acordo com o promotor de Justiça Diego Pessi, a empresária manteve o esquema ativo com a criação de novas empresas em nome de terceiros, com o objetivo de seguir captando e desviando valores destinados a tratamentos de saúde domiciliar custeados pelo poder público.
A investigação apontou que o grupo utilizava laudos médicos falsificados e concorrências forjadas para obter decisões judiciais e desviar recursos públicos. Em alguns casos, os pagamentos continuavam a ser feitos mesmo após a morte dos pacientes. Claudia Fonseca é proprietária da Renovar Home Care, uma das principais empresas investigadas no esquema revelado em 2025 pelo Grupo de Investigação da RBS (GDI) e pelo Fantástico.
Na época, ela foi gravada por uma câmera escondida admitindo que simulava orçamentos para garantir que sua empresa fosse contratada em processos judiciais. A denúncia partiu de uma ex-funcionária administrativa da Support Sul, que afirmou que funcionários eram pressionados a falsificar rubricas e relatórios em nome de médicos e enfermeiros que nunca atenderam os pacientes.
A defesa de Claudia, representada pelo advogado Itaguaci Meirelles Correa, afirmou que não tem nada a comentar, pois o processo está sob sigilo. A defesa da Support Sul disse que desconhece as acusações e não pode prestar esclarecimentos neste momento.



