A Justiça do Maranhão condenou a ex-colaboradora terceirizada do Departamento Estadual de Trânsito do Maranhão (Detran-MA), Maria Gabriele Mesquita da Silva, a 4 anos e 2 meses de prisão em regime fechado pelo crime de racismo. A sentença foi assinada no sábado (21) pelo juiz Diego Duarte de Lemos, da comarca de São Luís Gonzaga do Maranhão, após ação penal movida pelo Ministério Público do Estado (MP-MA).
De acordo com a denúncia, em 28 de outubro de 2025, a mulher publicou em suas redes sociais palavras de ofensa e discriminação contra pessoas negras. As postagens incluíam frases como “homem feio é bicho que não presta para nada, ainda mais preto” e “preto é bicho amostrado”. Em vídeos posteriores, ela reforçou o conteúdo discriminatório.
Testemunhas relataram que as publicações faziam referência ao relacionamento da influenciadora Virgínia Fonseca com o jogador Vinícius Júnior. Em um dos vídeos, Gabriele questionou: “Vini Jr. não é preto, não?”. Apesar da associação, a Justiça destacou que as declarações atingiram a coletividade negra, configurando crime de racismo conforme a Lei nº 7.716/89.
Durante o processo, a defesa pediu absolvição alegando ausência de intenção criminosa e que as falas foram mal interpretadas, decorrentes de frustração pessoal. No entanto, o juiz considerou as provas — prints, vídeos e depoimentos — suficientes para comprovar autoria e materialidade. A decisão também aplicou aumento de pena por uso de rede social e pelo contexto de “descontração” das falas.
O g1 não conseguiu contato com a defesa de Gabriele Mesquita para comentar a condenação.



