A Delegacia de Defraudações do Rio de Janeiro, em parceria com o Ministério Público estadual, realizou uma operação nesta sexta-feira contra uma quadrilha de pirâmide financeira que causou prejuízo de R$ 7 milhões. Onze mandados de prisão foram cumpridos no Rio, Niterói e São Gonçalo. Um suspeito foi preso e outro já estava encarcerado.
De acordo com as investigações, o grupo atua desde 2020 e enganou centenas de vítimas com promessas de altos retornos financeiros. Os envolvidos usavam empresas de fachada para captar recursos, simulando operações lícitas no mercado financeiro. O delegado Marcos Buss afirmou que a organização movimentou mais de R$ 50 milhões e ostentava luxo em redes sociais para atrair investidores.
O esquema funcionava como um típico esquema Ponzi: os rendimentos iniciais eram pagos com o dinheiro de novos participantes. As vítimas eram atraídas com promessas de retorno de 3% ao mês e baixo risco. Quando os saques superavam os novos aportes, o esquema desmoronava e os criminosos desapareciam com o dinheiro.
As investigações apontam que os suspeitos criaram ao menos 19 empresas de fachada, ligadas aos grupos LGO e A&C, que operavam no mesmo endereço no Centro do Rio. As empresas não tinham autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e eram substituídas quando alvo de reclamações ou ações judiciais.
O Ministério Público requer o pagamento de indenização mínima de R$ 1,59 milhão às vítimas, além de reparações na esfera cível. Há pelo menos 165 ações judiciais contra a quadrilha. Uma das vítimas investiu cerca de R$ 1,5 milhão em contratos sucessivos.



